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Poeta Qu Yuan

Em 6 de junho de 2011, ou dia 5 do quinto mês do calendário lunar chinês, comemora-se a Festa do Barco-Dragão na China. A data tem vários nomes, além da Festa do Barco-Dragão, por exemplo, Festa Duan Wu, Festa da Pamonha. Ela relaciona-se a um nome muito conhecido pelo povo chinês, Qu Yuan. Como costume para comemorar Qu Yuan, os chineses, independentemente de onde estejam, costumam comer pamonhas e realizar as corridas de barcos-dragão.

Qu Yuan foi um grande patriota e poeta na história do país. Com seu profundo amor pela pátria e pelo povo e seus belos poemas, Qu Yuan exerceu e continua exercendo influência positiva na literatura e no espiríto do povo. Neste e no próximo programa, vou falar sobre as relações da festa com o poeta, sua biografia e suas obras mais importantes e como transcorre esta festividade na terra natal do grande poeta.

Com pouco mais de 20 anos, o jovem Qu Yuan deixou sua terra natal. Atravessando as Três Gargantas, ele apreciou as magníficas paisagens às margens do Yangtze e, disposto a servir à pátria, chegou a Ying Du, capital do Reino Chu, hoje a sede do distrito de Jiang Ling, província de Hubei. Com seus ricos conhecimentos, assim que chegou, Qu Yuan começou a trabalhar junto do Rei, como vice-primeiro-ministro do Reino.

Na Corte, Qu Yuan discutia com o Rei os assuntos de importância nacional, preparava leis e decretos, recebia autoridades e visitantes, projetando-se por suas façanhas políticas.

Como vice-primeiro-ministro, Qu Yuan não se deixou envolver pelo luxo da vida palaciana. Ele pronunciava-se pela adoção de reformas políticas, por um regime baseado em leis e por uma aliança com o Reino Qi, a fim de resistir às agressões do vizinho, Reino qin. Tinha em mente fazer prosperar seu país e unificar os estados vizinhos em torno do Reino Chu.

Regido por um soberano tolo, o Reino Chu passava por uma crise. Acatando intrigas contra Qu Yuan, o Rei não dava importância às suas propostas. Em consequência, o Reino Chu passou a enfrentar dificuldades internas e revezes externos, sofrendo constantes derrotas em prolongada guerra contra o Reino Qin.

Devido às perseguições de que era alvo por parte da aristocracia decadente, Qu Yuan, homem firme e puro como a flor de lotus, foi várias vezes exilado.

Não podendo mais servir seu país, Qu Yuan exprimia sua dor e sua revolta em poemas imortalizados. No célebre "A dor da separação", ele exprime seu amor à pátria, descrevendo as estranhas e belas coisas do mundo e as lendas. Desiludido com a realidade, ele alimentava esperanças na fantasia. Ele canta na poesia:

"Como um dragão branco montado no carro de vento,

Deixo este mundo e voo para o céu.

O caminho é longo, longo,

Subo e desço, em busca da verdade."

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