Hu Jinzhao mudou-se para fora da Liulichang em 1964. E naquela altura, devido à revolução cultural, uma campanha político-ideológica, a rua sofreu grandes impactos. As lojas de artigos culturais foram fechadas e transformadas para vender alimentos, algumas foram até demolidas. Em 1980, o então vice-premiê chinês propôs restaurar a Liulichang. Após quatro anos de reformas, a rua foi reaberta ao público. Porém, segundo Hu Jinzhao, apesar das restaurações, a Liulichang não conseguiu reviver a atmosfera antiga. Ele disse:
"As restaurações foram necessárias e o governo destinou um grande investimento. Muitas lojas antigas e famosas foram reabertas. Porém, a rua apresentou o esplendor, mas não a simplicidade e elegância do passado."
Em 2008, o governo municipal de Beijing elaborou um planejamento para criar um parque industrial da cultura criativa de Liulichang, visando proteger esta rua cultural e, ao mesmo tempo, aproveitar seus recursos para desenvolver as indústrias da cultura e do turismo.
Hu Jinzhao acha que com o avanço do tempo, a rua Liulichang deve aproveitar as políticas do país para satisfazer as demandas da população por cultura. Porém, ele sugeriu que a exploração da rua deve respeitar as tradições.
"Nos últimos anos, o desenvolvimento da Liulichang tem obtido êxitos. E agora, o governo levantou a questão do desenvolvimento da cultura criativa. Na minha opinião, o mais importante é como se desenvolver. A exploração industrial deve respeitar as tradições da rua. Não apoio recuperar a Liulichang para o que era cem anos atrás, mas a rua, como um lugar que concentra cultura tradicional e costumes folclóricos de Beijing - esse aspecto não pode mudar."