Shu Cai retornou ao país em 1994 e publicou a coleção Sozinho, que reúne cerca de 150 poemas produzidos nos dez anos. Denominou o livro como "Sozinho", segundo Shu, pois ele reflete "o lado discreto de um coração".
"Tento manter nos meus poemas a paixão pela vida e a preocupação com os sentimentos. Eu acho que o domínio da linguagem especial utilizada no poema me ajuda a tratar bem de todos os outros estilos literários. Estou convicto de que o poema terá um futuro brilhante".
Para poder concentrar-se na produção de poemas, Shu Cai demitiu em 2000 de uma empresa de comércio, onde ganhava uma remuneração bem elevada. Ingressou no Instituto de Literatura Estrangeira, da Academia de Ciências Sociais. Traduziu logo a seguir poemas de Pierre Reverdy, Rene Char e Yves Bonnefoy.
"Opto por traduzir obras de poetas de quem eu pessoalmente gosto muito. Na China ainda há poucos poetas ou amadores de poemas que entendam francês".
Shu Cai é um dos organizadores do Festival Internacional de Poemas, no Lago Qinghai.