Com a melhora da infra-estrutura, o número de visitantes a Lhasa vem aumentando. A invasão dos turistas desfavorece, no entanto, a proteção da obra. Jampa levantou, portanto, a proposta de restringir o número de visitas recebidas pelo Palácio Potala. Segundo ele, muitas pessoas não compreenderam inicialmente a decisão.
"A medida foi tomada a partir do dia primeiro de maio de 2003, pois o crescente número de visitantes impediu, de fato, a visitação cotidiana a Potala. Acontece que só se podia ver as cabeças das demais pessoas, ao invés do acervo cultural do palácio. A restrição, no entanto, não foi bem aceita no início pela população".
Para muitas pessoas, o aumento do valor dos ingressos elevaria o orçamento destinado à proteção da obra. Jampa Kelsang não concordava com tal opinião. Para ele, isso não compensaria os danos provocados pelo grande fluxo turístico. Daí, o número de visitantes começou a ser restringido diariamente em 2.300 pessoas. Além disso, as visitas dos grupos turísticos não podem ultrapassar uma hora.
Apesar disso, a UNESCO recebia anualmente cartas de denúncias, reclamando da insuficiência de trabalhos empenhados pelo governo chinês em relação à proteção do Palácio Potala. Em 2003, Jampa convidou os funcionários da UNESCO para investigarem o assunto no local.
"Os fatos prevaleceram. O grupo de investigação chegou e lhe mostrei os materiais de construção e quase todos os lugares que eles se interessaram. A conclusão deles foi que 80% das cartas de denúncia não correspondiam à realidade".
Jampa admitiu que sua maior riqueza é a sensação de responsabilidade. Ele falou:
"A sensação de responsabilidade me impulsiona a fazer o máximo possível para concretizar o meu trabalho. O reconhecimento público significa muito para mim".