Uma vez, uma companhia coreográfica provincial chegou á cidade de Jinghong. À noite, Dao Meilan e seus amiguinhos caminharam por dezenas de quilômetros segurando nas mãos as tochas para ver o espetáculo.
"Fiquei tão fascinada pelo espetáculo que no dia seguinte, quando meus pais ainda não se levantaram, já comecei a dançar. Minha mãe perguntou-me: menina que estiveste fazendo? De onde aprendeste a dança?"
Em 1954, Dao Meilan, com dez anos de idade, foi admitida pela equipe de trabalhos culturais da prefeitura autônoma dai de Xishuangbanna e pouco depois, fez o papel da princesa-pavoa num teatro de canto e dança e ganhou o apelido de "princesa-pavoa". Em 1961, a China criou a Companhia Coreográfica do Oriente e Dao Meilan tornou-se uma dançarina profissional desta entidade e dançou neste palco até aos 38 anos.
Despedida do palco, Dao Meilan dedicou sua atenção ao desenvolvimento das artes folclóricas étnicas de Yunnan e à educação de arte étnica. Em 1994, ela e seu marido Wang Shiye criaram duas escolas de arte étnica em sua terra.
"As minorias étnicas são hábeis em canto e dança. Os meninos, mesmo com potencial para a arte de representação, podem ficar em casa pastoreando rebanhos de carneiros ou dedicando-se às lavouras se não descobrimo-nos e formá-los."
Agora, Dao Meilan, com 70 anos, estendeu sua visão para além da arte coreográfica. Para ela, a cultura da província de Yunnan e a do Sudeste Asiático têm os pontos similares, por isso, ela e seu marido formulou a ideia de criação de uma zona das culturas e do turismo do Sudeste Asiático em Kunming, capital da província de Yunnan, como a primeira plataforma de exibição, intercâmbio e negócios para promover a cooperação entre a China e os países do Sudeste Asiático, através das iniciativas culturais.