O espírito de vanguarda da escritora não apenas influencia sua criação literária. Ela acha que "a existência do autor pede inovações constantes, mesmo que sejam inovações fracassadas." Com esse pensamento, Zhao Mei começou a escrever o romance "O Outono Morre no Inverno" em 2006 e trouxe mais inovações nessa obra.
"Na minha criação, sempre espero mais mudanças. Considero chato sempre descrever a mesma coisa de uma maneira fixada, sem paixão pela inovação. Por isso, quando escrevi 'O Outono Morre no Inverno', pensei em criar cada capítulo relativamente independente, mas que ainda podia dar uma impressão geral aos leitores após ler o livro. Se você começar a ler o romance por capítulos diferentes, terá conclusões variadas. Tenho grande interesse por essas tentativas novas e sempre espero mudanças."
Duas autoras feministas que pediram a liberdade da mulher exercem grande influência sobre a criação de Zhao Mei: a escritora francesa Marguerite Duras e a autora britânica Virginia Woolf. Na década de 80, as obras das duas autoras foram introduzidas à China e atraíram a atenção de Zhao. Ela afirmou que Duras e Woolf lhe trouxeram influências profundas e que sempre buscou combinar a sensibilidade e a racionalidade das duas escritoras em sua própria criação.
"Minha criação precisa de racionalidade e sensibilidade, como o uso de palavras sensíveis para descrever coisas racionais. Atualmente, este é meu objetivo. Quando comecei a escrever, gostava do estilo sensível de Duras e a busca do amor das suas obras, mas depois de ler vários livros de Woolf, preferi sua racionalidade. Acho que ela foi uma escritora com pensamento profundo e dedicou toda sua vida na criação."
Virginia Woolf disse que uma mulher precisa reconhecer primeiro seu gênero sexual para conquistar êxitos em diversas áreas. Zhao Mei também concorda com isso. Suas obras sempre mostram sua posição feminista que enfatiza a capacidade e força das mulheres.
Em 1995, Zhao Mei participou do Fórum das Organizações Não-Governamentais da Conferência Mundial de Mulheres. Logo depois, ela escreveu a "Trilogia da corte da Dinastia Tang" sobre três mulheres bem conhecidas naquele período: "Wu Zetian", "Shangguan Wan'er" e "Princesa Gaoyang".
"Em 1995, quando assisti a Conferência Mundial de Mulheres, conheci muitas escritoras e feministas ocidentais que prestavam atenção especial à situação das mulheres, o que me deu inspiração à minha criação. Vou acompanhar a vida das mulheres porque acho que como mulher, posso entender e conhecer mais profundamente o pensamento feminino e me sentir mais próxima a elas durante a criação das personagens femininas."