A primeiro cafeteria que Yue visitou foi a "Sculpting in Time", uma marca nacional instalada perto da sua casa no bairro Wudaokou. A partir daquele dia, ela passou a frequentar o local nos finais de semana levando dezenas de livros. Ali, Yue poderia passar horas bebendo café e lendo seus livros favoritos, até que a loja encerrasse seu expediente.
"Em casa, eu sempre penso em ver TV, cozinhar ou fazer outras coisas", ela contou. "Mas, quando estou na cafeteria, não tenho nada para fazer além de ler." Para ela, o café é um lugar onde se pode relaxar e esquecer a pressão da vida diária.
Para estudantes da área de Wudaokou, a cafeteria The Bridge, de quatro andares, é uma das melhores opções para se passar o tempo. Fincado entre a porta da Universidade Tsinghua e outras escolas, a loja sempre está cheia de estudantes chineses e estrangeiros. Como muitos deles compartilham um pequeno dormitório com muitos colegas, o Bridge lhes oferece um pouco de espaço individual.
Um dos cafés estrangeiros mais populares em Beijing é The Bookworm, localizado no badalado bairro de Sanlitun. Com uma vida social bastante ativa, o Bookworm pretende servir como um local para que pessoas com interesses em comum entrem em contato e formem comunidades. Nos últimos dois anos, mais chineses começaram a participar dos eventos realizados ali. Quem explica a dinâmica social da empresa é a relações públicas Jenny Niven.
"Há clientes que podem vir todas as manhãs. Eles consideram esse espaço seu escritório." Niven disse que as pessoas não vão à Bookworm só para tomar café: "Se eles só querem beber café, podem ir ao Starbucks. Nós convidamos os clientes a fazer deste lugar sua própria casa."