Exportações chinesas de automóveis à América do Sul via Porto de Tianjin prosperam
Sob o vento forte do mar, o terminal "ro-ro" (roll-on/roll-off) do Porto de Tianjin, no Município de Tianjin, norte da China, estava em plena atividade. Mais de 4 mil veículos foram cuidadosamente carregados em um navio, pronto para seguir seu destino no exterior.
A operação, realizada nesta quarta-feira, marcou o início da jornada de veículos fabricados internamente por marcas próprias da China rumo à América do Sul, incluindo o Brasil, estabelecendo um novo recorde de exportações de automóveis em um único navio no Porto de Tianjin, nos últimos anos.
"Coordenamos cerca de 100 profissionais em turnos para garantir que o carregamento fosse concluído dentro de 30 horas", explicou Jin Hao, diretor do centro de comando do terminal, acrescentando que o grande volume de carros e o ciclo prolongado de coleta exigiram um planejamento detalhado e uma execução precisa.
Como o maior centro de importação e exportação de automóveis do norte da China, o Porto de Tianjin opera mais de 30 rotas de embarque para mercados internacionais.
Os veículos, que abrangem vários tipos, incluindo totalmente elétricos e híbridos, são desenvolvidos na capital chinesa, Beijing, e fabricados em Tianjin e na Província de Hebei. A região é especialmente reconhecida pela produção de veículos elétricos inteligentes, sendo uma das mais importantes do país nesse setor.
As exportações de automóveis da China mantiveram o ritmo de crescimento em 2024, enviando um total de 6,41 milhões de veículos para o exterior no ano passado, um aumento de 23% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação de Carros de Passageiros da China.
A América do Sul está se tornando um dos principais mercados para as montadoras chinesas. Por exemplo, o Brasil é o maior mercado da montadora chinesa de veículos elétricos BYD no exterior. Em 2024, a BYD Brasil vendeu 76.713 veículos, um salto de 327,68% em relação aos 17.937 vendidos em 2023.
Nos últimos anos, as montadoras chinesas como BYD, Chery e GWM vêm ampliando sua presença no Brasil com modelos adaptados às preferências locais, ganhando cada vez mais espaço no mercado.
No mercado brasileiro, a localização industrial tem se tornado uma tendência importante para as empresas automobilísticas chinesas.
A fábrica da GWM em Iracemápolis, no estado de São Paulo, prevê início da produção neste ano, com investimento de mais de 10 bilhões de reais para realizar a transformação digital e inteligente da instalação. Já a BYD iniciará a operação de sua linha de montagem na Bahia, com destaque para os modelos Dolphin Mini e Song Pro.
Notícias Relacionadas
Múltiplas câmaras de comércio da China se opõem resolutamente às "tarifas recíprocas" dos EUA
Entrevista exclusiva do CMG com conselheiro sênior do governo interino de Bangladesh
China suspende importações de carne de aves e de sorgo de determinadas empresas norte-americanas
China inicia duas investigações sobre tubos de TC médicos importados
Pesquisa da CGTN: “Tarifas recíprocas” dos EUA provocam condenação do mundo
Mais Populares
- 1
Chanceleres da China e da Bósnia-Herzegovina felicitam-se pelo 30˚ aniversário das relações bilaterais
- 2
Associação da indústria automotiva da China manifesta forte oposição a tarifas dos EUA sobre automóveis
- 3
China lamenta profundamente e rejeita rebaixamento da Fitch Ratings
- 4
China se opõe firmemente aos controles do Japão sobre a exportação de semicondutores
- 5
China pede que EUA corrijam suas ações injustas de "tarifas recíprocas"