
Este ano marca 30º aniversário da entrada em vigor da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. O ministro assistente das Relações Exteriores da China, Miao Deyu, enviou um discurso por vídeo para um seminário sobre as questões científicas e jurídicas da plataforma continental nesta quarta-feira (5). Ele destacou que o mundo está passando por grandes mudanças não vistas em um século, e a ordem internacional dos oceanos também está em transformação profunda. Certos países, por interesses geopolíticos, distorcem e abusam da Convenção, praticam unilateralismo e buscam hegemonia marítima. Ao mesmo tempo, as atividades humanas, inovações tecnológicas marinhas e mudanças climáticas trazem novos desafios para a governança marítima global, que exigem uma resposta conjunta da comunidade internacional.
Segundo Miao Deyu, com base em interesses comuns de toda a humanidade e conciliando diferentes demandas, a Convenção é um arranjo abrangente alcançado por meio de consultas iguais e compreensão e cooperação mútua entre os países. Os oceanos são uma ponte de conexão entre as nações, e não devem se tornar um campo de batalha da política internacional.
O diplomata chinês enfatizou que a China está disposta a trabalhar com todas as partes para defender os princípios da Convenção, praticar o multilateralismo e fornecer mais bens públicos marítimos para o mundo, de forma a construir em conjunto uma ordem marítima pacífica, segura e de cooperação vantajosa para todos.
Tradução: Zhao Yan
Revisão: Diego Goulart