Comentário: Países do Pacífico têm direito de protestar contra despejo das águas contaminadas de Fukushima
Fonte: CMG Published: 2023-01-03 23:07:52

Em abril de 2021, o governo japonês anunciou que começará a descarregar no Oceano Pacífico, a partir da primavera de 2023, a água poluída gerada pelo acidente da usina nuclear de Fukushima. 

À medida que a data se aproxima, a comunidade internacional levanta uma onda forte de oposição. Os países insulares do Pacífico expressaram seus protestos sobre o plano japonês de despejo de esgoto no mar. Os analistas apontam que os países insulares têm direito de exigir uma compensação do Japão, se o país realmente descarregar a água contaminada no oceano, conforme planejado. 

 

O comportamento do Japão é de transferir a poluição nuclear para todo o mundo, uma atitude extremamente irresponsável e egoísta. Os países do Pacífico Sul, em particular, são vítimas da poluição nuclear. De 1946 a 1958, os Estados Unidos realizaram 67 testes de armas nucleares nas Ilhas Marshall. Até hoje, os residentes locais ainda sofrem com o envenenamento por radiação, poluição biológica marinha e vazamento de aterros de lixo nuclear. 

O acidente na usina de Fukushima foi de mais alto nível, gerando uma grande quantidade de resíduos. Atualmente, mais de 1,3 milhão de toneladas de água contaminada nuclear estão armazenadas. Embora os políticos japoneses afirmem que o esgoto é seguro, depois de ser purificado pelo sistema de tratamento multinuclídeo, a realidade não é esta. 

Uma organização japonesa sem fins lucrativos declarou que o esgoto ainda contém 64 tipos de substâncias radioativas mesmo após o tratamento, incluindo o trítio radioativo. Uma vez que as águas residuais nucleares sejam descarregadas no oceano, o ambiente marítimo será poluído, provocando impactos negativos à saúde humana e ao meio ambiente ecológico. 

O Japão não adotou medidas de tratamento de forma segura, não divulgou as informações completas e não fez consultas suficientes com os países vizinhos e organizações internacionais. Nesta situação, o país decidiu unilateralmente despejar a água contaminada no mar, o que equivale a ficar no lado oposto do mundo. Portanto, outros países têm direito de usar armas legais para defender seus próprios interesses. 

O oceano é uma riqueza comum e o lar simbiótico da humanidade. O plano de despejo das águas residuais nucleares no mar, promovido à força pelo Japão, ignora as preocupações de todo o planeta. 

Tradução: Zhao Yan

Revisão: Patrícia Comunello