Comentário: EUA falam em paz, mas agem para miná-la
Fonte: CRI Published: 2022-08-06 21:40:49

Apesar da oposição forte e das representações severas da China, a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, viajou para a região chinesa de Taiwan. A política norte-americana descreveu sua viagem à ilha como “uma promoção da paz regional”. Depois, os ministros das Relações Exteriores do G7 divulgaram uma declaração demarcando as contramedidas legítimas da China como catalisadoras para a tensão regional e pedindo uma "solução pacífica das diferenças entre os dois lados do Estreito de Taiwan".

Por meio da fabricação de mentiras e distorção de fatos, os instigadores da crise fazem se passar por “defensores da paz” e culpam a China pela escalada da tensão no Estreito de Taiwan.

Nos últimos dias, mais de 100 países ao redor do mundo reafirmaram sua adesão ao princípio de “uma só China” e expressaram seu apoio aos esforços da China para proteger a soberania e a integridade territorial. O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou a persistência nesse princípio. A Assembléia Geral da ONU também reafirmou o cumprimento da Resolução nº 2.758, adotada em 25 de outubro de 1971, sobre a questão de Taiwan, segundo a qual o governo da República Popular da China é reconhecido como o único  representante legítimo de toda a China. 

O apoio da comunidade internacional expôs a verdade das crescentes tensões no Estreito de Taiwan. A visita de Pelosi ao território é uma grave provocação política dos EUA contra a China, com a intenção de suprimir o desenvolvimento chinês por meio da questão taiwanesa. Isso infringe seriamente a soberania e a integridade territorial da China e constituiu uma grave violação do direito internacional e das normas básicas das relações internacionais. Os Estados Unidos devem assumir toda a responsabilidade por sua quebra de palavra e pela escalada das tensões na região. 

Por outro lado, a China tem feito todos os esforços para resolver diplomaticamente a crise desencadeada pelos EUA e manter a paz e estabilidade no Estreito de Taiwan. O governo chinês  buscará uma reunificação pacífica dos dois lados do Estreito de Taiwan, com a máxima sinceridade e o maior esforço. Ao mesmo tempo, a China não tolerará a secessão de Taiwan de forma alguma. Em resposta às provocações conjuntas das autoridades dos EUA e de Taiwan, o exército chinês realiza exercícios conjuntos de combate ao redor da ilha Além disso, vários departamentos do governo também anunciaram contramedidas apropriadas. O objetivo é proteger a soberania e a integridade territorial da China e garantir a paz e a estabilidade regional. 

A paz é uma aspiração comum da humanidade, mas não pode ser usada como pretexto para encobrir crimes. A paz é um valor comum ao qual toda a humanidade adere, mas não pode ser uma arma afiada para dividir o mundo. A paz é um destino comum pela qual toda a humanidade se esforça e não uma ferramenta para manter a hegemonia.

tradução: Shi Liang

revisão: Patrícia Comunello