
Luo Dongxia era membro da equipe médica chinesa em Guiné-Bissau. Um dia, o hospital onde ela trabalhava recebeu um paciente. Era um jovem de uns 20 anos, tuberculoso e hepático, que já sentia dificuldade de respiração e não podia falar. Ele teve um derrame pleural. O médico da clínica de emergência decidiu realizar uma cirurgia imediatamente. Na toracotomia, os líquidos saíram em jato e sujaram o médico, do peito para baixo, e a Luo estava ao seu lado ajudando. Os presentes exigiram que eles parassem a operação para fazer desinfecção imediatamente. Mas eles se limparam e prosseguiram com a operação. Na entrevista, a Luo disse: "Se parássemos a cirurgia naquele momento, o doente não teria salvamento. Nossa operação foi bem sucedida e o jovem, recuperado, teve alta hospitalar um mês depois. A esposa nos agradeceu dizendo "obrigada", "China", "bom". E nós, os médicos, sentimo-nos muito satisfeitos por termos salvado uma vida."
Apesar de intensos trabalhos e alguns riscos, os médicos chineses se sentem orgulhosos de serem membros da equipe médica chinesa.
Sun Minwei, médico do Hospital do Povo da província de Sichuan, foi a Moçambique em junho de 2009 para trabalhar no Hospital Central de Maputo. Ele qualificou de "memórias orgulhosas" a experiência de dois anos no país africano. "No trabalho lá, um único médico tinha de enfrentar uma batalha diária, que ia do atendimento a doentes, diagnóstico até a cirurgias. Cheguei a fazer cinco operações numa única noite. Apesar do cansaço, me sentia satisfeito em ver os doentes recuperados", disse o doutor.
Em Moçambique, o doutor Sun e seus colegas puderam conhecer e sentir o país na própria pele, e o contato com a população local fez brotar neles um profundo sentimento. '"Antes de sair do país, nosso professor de português nos disse: 'As ideias imprudentes sobre uma África que você desconhece só implicam numa ignorância ainda maior'. Acho que as palavras dele têm muito fundamento. Lá, descobri que Moçambique tem boas condições climáticas e geográficas, belas paisagens, ricos recursos e uma população que nos respeita muito. Onde quer que estivéssemos, os moçambicanos nos saudavam com polegar e gritavam 'China, China!'."'




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