| A China começou, no último sábado, a construir uma linha ferroviária que, inicialmente, ligará o nordeste da China e o leste da Mongólia, com possibilidade de se estender à Rússia.
A ferrovia, chamada de "linha de energia", transportará para o nordeste da China o carvão produzido na Região Autônoma da Mongólia Interior da China e na vizinha Mongólia. Com a rota ferroviária, o número de mercadorias comercializadas entre os dois países também aumentará.
O projeto terá três fases de construção. Na primeira fase, será construído um trecho de 487 quilômetros entre Xinqiu, cidade de Fuxin, província de Liaoning, e Bayan Ul, da Região Autônoma da Mongólia Interior, revelou Wang Chuncheng, presidente do Grupo de Indústria e Comércio Chuncheng da Província de Liaoning, um dos principais investidoers da primeira fase do projeto.
A um custo de cerca de US$ 790 milhões, a construção da primeira fase deverá ser concluida em 2010. A ferrovia Xinquiu-Bayan Ul, a mais longa das três sessões, terá uma capacidade de transporte anual de 12 milhões de toneladas dentro de três a cinco anos. A capacidade da ferrovia aumentará para 25 milhões de toneladas entre cinco a dez anos e para 35 milhões de toneladas em dez a 15 anos, disse Wang.
A segunda fase de construção, de 230 quilômetros, ligará Bayan Ul e Zhuengadabuqi, na fronteira entre a China e a Mongólia. O terceiro trecho liga Zhuengadabuqi e a cidade de Choibalsan, Mongólia, onde encontra a ferrovia que liga a cidade mongol e a cidade de Borzya, da Rússia, disse Pan Liguo, prefeito da cidade de Fuxin.
Segundo ele, os projetos para a segunda e a terceira fases ainda não foram elaborados, mas os principais investidores já foram confirmados.
Quando concluída, a ferrovia também estará ligada à linha ferroviária que conduzirá ao porto de Jinzhou, no leste da província de Liaoning, oferecendo à Mongólia um acesso conveniente ao mar e reduzirá a distância entre o porto terrestre Erenhot, da Mongólia Interior, e um porto marítimo chinês.
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