| A China importará 10 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) ao ano até 2010, pois a demanda doméstica aumenta com mais projetos do GNL em operações, assinalou o subjefe da subsidiária de gás natural da Companhia Petroquímica da China (Sinopec), Yang Zhiyi.
As importações do GNL aumentarão depois que novos projetos em Shanghai e na província de Fujian terminarem nos próximos três anos, declarou Yang, engenheiro da Sinopec, em um fórum que se realiza atualmente sobre o gás natural em Beijing.
A China não havia importado gás natural até o ano passado, quando seu primeiro projeto do GNL entrou em operação na cidade de Shenzhen, sul da China. O país importou 680.000 toneladas de gás natural liquefeito no ano passado.
O projeto de Fujian receberá 2,6 milhões de toneladas do GNL por ano, a partir de 2009 do campo de gás Tangguh, na Indonésia, enquanto que se espera que o projeto de Shanghai receba por ano 3 milhões de toneladas de gás da Malásia a partir de 2012.
No início deste ano, a PetroChina, principal produtor petroleiro do país, fechou acordos de importação com a empresa holandesa Royal Dutch Shell e com a Woodside Petroleum da Austrália para comprar 4 milhões de toneladas de GNL, por ano, nos próximos 20 anos.
Yang também previu que é provável que a China enfrente uma grande escassez de gás natural nos próximos anos, embora o país seja capaz de produzir 90 bilhões de metros cúbicos de gás e de importar outros 20 bilhões de metros cúbicos em 2010.
"A demanda superará o fornecimento entre 50 e 100 bilhões de metros cúbicos para 2020", indicou, e acrescentou que a China terá que comprar gás estrangeiro para cobrir as crescentes demanda domésticas.
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