Li Yining, promotor da reforma econômica da China II
2009-02-13 09:15:21    cri
Hoje em dia, o sistema acionário está enraizado na China e os negócios de títulos e ações vêm se tornando um tema quente entre a população. Segundo estatísticas da Companhia de Depositário e Liquidação de Ações da China (China Securities Depository and Clearing Corporation Limited), o número de contas válidas nas Bolsas de Valores de Shanghai e Shenzhen rompeu a casa de 100 milhões em fins de julho de 2008 e até fins de outubro do mesmo ano, o volume de liquidação chegou a 4,7 trilhões de yuans. Segundo a mesma fonte, cerca de 50 milhões de famílias e cerca de 150 milhões de chineses investem nas bolsas de valores.

Li Yining qualificou-se como erudito teimoso e costuma insistir no que acha correto, mesmo que seja grande a pressão da opinião pública. Por esta razão, suas idéias e teorias vieram influenciar direta ou indiretamente o processo da reforma da China.

Nos anos 90, a China continuou impulsionando a reforma no setor econômico. Nesse período de transformações sociais, o ambiente ideológico era relativamente relaxado e a economia surgiu como um dos maiores focos da atenção do público. Em vários anos consecutivos, a China viveu momentos de aquecimento econômico e inflação, além da desordem monetária e operação ilegal de instituições não-monetárias. A economia chinesa enfrentava desafios.

Nestas circunstâncias, a comunidade econômica da China iniciou um debate renhido. Li Yining se manteve calmo, fez uma análise profunda sobre os principais motivos da inflação e lançou sua teoria dando a prioridade ao problema do desemprego.

"Combater a inflação foi a prioridade dos trabalhos do governo naquele então. Mas, deviam estar cientes de que o desemprego foi um problema que o país tinha pela frente durante longo tempo, e um dos fatores de incerteza para a economia nacional e a estabilidade social, por isso indiquei a solução da questão como a maior prioridade".

Para Li, os países em desenvolvimento enfrentam um problema comum: grande número de mão-de-obra excedente no campo e, consequentemente, o problema do desemprego. Trata-se de uma questão inevitável quando eles passam da economia tradicional para a economia moderna.

Após a Reforma e Abertura, a China implantou no campo o sistema de responsabilidade familiar pela produção. Devido à grande dimensão populacional rural e o desenvolvimento da tecnologia agrícola, que possibilita a redução da população que se dedicava aos trabalhos da lavoura, surgiu grande número de mãos-de-obra excedente rural. Estes invadem as cidades em busca de oportunidade de emprego e atingiram o auge no início dos anos 90.

 
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