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Desafios que a China enfrenta na questão demográfica---China terá mais homens que mulheres em idade núbil até 2020
2007-01-25 16:35:05    cri

A China publicou recentemente (dia 11) um relatório sobre a população chinesa, apresentando o cenário demográfico da China e prevendo desafios que o país enfrenta com o crescimento populacional.

Entre Fevereiro de 2004 e Abril de 2006, mais de 300 especialistas trabalharam em estudos e pesquisas sobre a questão demográfica da China com 42 temas diferentes, especialmente sobre o crescimento populacional, relações entre a população e economia, entre a população e meio ambiente, tendo elaborado um Relatório sobre a População e o Desenvolvimento.

Segundo o documento publicado pela Comissão da População e do Planejamento Familiar do Estado, nos próximos 30 anos, o aumento da população chinesa poderá chegar a 200 milhões.

O documento confirmou que o país conseguiu grandes resultados no controle de natalidade desde 1973, ano em que o país começou aplicar a política de planejamento familiar. Porém, a população grande continua sendo uma questão de peso na formação da sociedade mais moderna, enquanto a estrutura demográfica e a qualidade populacional no país constituem motivos que poderão afetar o desenvolvimento econômico.

Segundo o documento, a população chinesa atingirá 1,36 e 1,45 bilhões respectivamente em 2010 e 2020, enquanto o ano 2033 será o ano pico da população chinesa que poderá chegar a 1,5 bilhão. Especialistas ainda apontaram que a qualidade da população chinesa não foi elevada, o que constitui um importante fator negativo na competitividade da nação perante o mundo.

O relatório mostrou que a questão de estrutura etária da China, especialmente o processo de envelhecimento populacional. Segundo se prevê, até os anos da década 40 deste século, terá um idoso entre 3 ou 4 pessoas no país, o que poderá trazer pressões no setor da previdência social.

Para especialistas, é importante controlar ainda a natalidade e manter um equilíbrio na estrutura etária.

Segundo a Comissão, as metas do desenvolvimento demográfico da China são: controlar sua população inferior a 1,36 bilhões em 2010, e 1,45 bilhões em 2020, e em meados do século, 1,5 bilhão, além de elevar a qualidade populacional. O documento destacou que o governo tem de persistir na prioridade no desenvolvimento de educação e investir mais na área, para que as despesas destinadas para a área educacional cheguem a 4% do PIB chinês.

A seguir vamos citar alguns aspectos sobre a estrutura etária chinesa.

Segundo o documento, a China terá 30 milhões de homens a mais do que mulheres em idade núbil até 2020, o que provocará dificuldades para os homens procurarem esposas, segundo um relatório divulgado quinta-feira aqui.

O relatório detalhou que a proporção sexual da China dos recém-nascidos em 2005 foi de 118 meninos para 100 meninas, comparando com 110:100 em 2000. Em algumas regiões a proporção atingiu 130:100.

"A discriminação contra o sexo feminino permanece como o principal fator do crescente desequilíbrio sexual da China", disse Liu Bohong, vice-diretor do instituto de estudos sobre a mulher subordinado à Federação das Mulheres da China.

Alguns casais que preferem meninos optam pelo aborto quando descobrem que o bebê é menina. Várias autoridades locais chinesas declararam como crime o procedimento para diagnosticar o sexo do feto.

Segundo Liu, o desequilíbrio da proporção sexual não tem a ver com a política de planejamento familiar. "É mais provável que isso seja um resultado da idéia bem enraizada da cultura chinesa de que homens são superiores às mulheres".

Para acabar com esse desequilíbrio sexual, a China lançou uma campanha nacional de "atendimento às meninas" em 2000 para difundir a idéia de que homens e mulheres são iguais. O governo também forneceu incentivos financeiros para famílias rurais de "filha única". Porem, as políticas não apresentaram os resultados esperados.

Por outro lado, cerca de 300 milhões de chineses migrarão do campo para a cidade nos próximos 20 anos.

Mais de 300 milhões de chineses migrarão de áreas rurais para áreas urbanas nas próximas duas décadas, segundo um relatório da Comissão Estatal da População e do Planejamento Familiar do Estado, divulgado aqui quinta-feira.

O relatório diz que as áreas rurais da China ainda têm um excesso de mão-de-obra de 150 milhões a 170 milhões de pessoas e que estas pessoas continuarão migrando para as cidades.

A crescente população migrante constituirá um desafio para a infra-estrutura urbana, os serviços públicos e a administração governamental e dificultará a definição das políticas de planejamento familiar, diz o relatório.

A China está passando pela maior onda migratória de sua história, acrescenta. O governo chinês deve dar maior importância a esta questão e realizar maiores esforços para resolver os problemas da migração interna.

O relatório pede que os governos locais ofereçam informação de trabalho e capacitação profissional aos migrantes e lhes garantam serviços médicos e bem-estar social. Os direitos dos migrantes devem ser protegidos, em particular o direito das crianças de migrantes a receber educação.

Zhang Weiqing, diretor da comissão, disse que o governo deve reformar de maneira gradual seu sistema de registro de famílias para permitir o acesso da população migrante aos serviços urbanos e estabelecer uma rede de previdência social para trabalhadores rurais migrantes.

 
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