Suzhou, uma cidade cheia de graça e delicadeza
2007-10-24 11:01:31    cri

Cada vez há mais chineses e estrangeiros que conhecem Suzhou através de um dito popular que conta: "Suzhou e Hangzhou são o paraíso terrenal". De fato, antigamente Suzhou era uma cidade muito rica e um grande foco de civilização. Com o decorrer do tempo, o mundo tem mudado muito, porém o encanto eterno desta antiga cidade faz sempre com que se fale dela. A beleza de Suzhou não está nos arranha-céus, nas rodovias e nos hipermercados, todos os quais podem ser facilmente encontrados nas proximidades de Shanghai. As pontes estreitas, os pequenos canais e os jardins clássicos de Suzhou, assim como suas aldeias antigas à beira da água, são uma magnífica amostra tanto do essencial da cultura chinesa, como da elegância e delicadeza próprias de seu período clássico.

Os jardins clássicos se dividem em dois tipos: jardins imperiais e jardins privados. No norte da China predominam os jardins imperiais, como o Palácio de Verão, o Yuanmingyuan e o Jardim de Veraneio de Chengde, caracterizados por uma magnificência e grandiosidade tipicamente imperiais. A maioria dos jardins privados, os quais os mais famosos são os de Suzhou, se encontra no sul. A diferença dos jardins imperiais é que os privados eram moradias de funcionários e comerciantes. Neles destacam as montanhas artificiais em miniatura, as rochas, as árvores e as flores. No geral, os jardins de Suzhou não são grandes, porém sim finos e delicados, qualidades que demonstram a sensibilidade paisagística de seus moradores.

Os jardins de Suzhou são um primoroso legado da cultura chinesa. Dos mais de 60 jardins que chegaram até nossos dias em bom estado de conservação, mais de dez estão abertos ao público. Os mais famosos são o Jardim do Administrador Humilde, o Jardim Liuyuan, o Jardim das Ondas, o Jardim do Maestro Redero, o Jardim do Bosque dos Leões e o Jardim Huanxiu Shanzhuang.

Em dezembro de 1997, a UNESCO incluiu o Jardim do Administrador Humilde, o Jardim Liuyuan, o Jardim do Maestro Redero e o Jardim Huanxiu Shanzhuang no Patrimônio Cultural da Humanidade.

No jardim do Administrador Humilde há muitas bancas e pavilhões construídos à beira da água.

Junto com o Palácio de Verão, o Jardim de Veraneio de Chengde e o Jardim de Liuyuan, este jardim clássico do sul construído no início do século XV é um dos quatro mais famosos da China.

O jardim se divide em três partes: leste, centro e oeste. Seu elemento mais característico é uma fonte de água e o pequeno riacho que desemboca nele. Este jardim, uma terceira parte da qual está ocupado por água, é um excelente exemplo da delicadeza da arquitetura meridional e da harmonia resultado da combinação da fonte, os riachos, as montanhas, as rochas, as árvores, as bancas e a moradia.

O Jardim de Liuyuan

O jardim de Liuyuan é famoso por suas rochas.

Neste jardim, muito conhecido pelas suas 12 colinas levantadas com pedras trazidas do lago Taihu, se tem a sensação de estar em plena natureza.

A diferença de outros jardins, que costumam estar cercados por altos muros, o Jardim das Ondas está rodeado de água, de modo que antes de entrar nela já se percebe um agradável frescor. Seus elementos mais destacados são uma montanha artificial, uma galeria e as pinturas murais.

O Jardim do Maestro Redero

Esta residência de um cortesão da dinastia Qing se divide em duas partes: as moradias e o pátio. As moradias são elegantes construções; o pátio, em cujo centro há uma fonte de água, está enfeitado com árvores, flores, rochas, pontes e uma banca. Devido à formosura e delicadeza do conjunto, muito apreciadas por um famoso jardineiro alemão, este jardim é considerado exemplar.

O Jardim Huanxiu Shanzhuang

As construções deste jardim não são muito numerosas, porém se destacam por sua magnificência. O mais sobressalente é a montanha artificial, a mais alta que mede 7,2 metros e a que, como as naturais, tem covas, vales e precipícios.

Além dos citados, também vale a pena visitar o Jardim Yiyuan, o Jardín Ouyuan e o Jardim das Reflexões.

Lugares de interesse histórico

Fundada no ano de 514 a.C., a cidade de Suzhou tem portanto mais de 2.500 anos de antigüidade. Daí sua abundância em lugares de interesse histórico, cuja quantidade, segundo se diz, é comparável à dos existentes em Beijing e Xi´an. A história foi deixando seus vestígios nos lugares que a continuação descreveremos brevemente.

O Mosteiro de Hanshan

A antiga ponte junto ao mosteiro de Hanshan

Situado no distrito de Fengqiao, um lugar afastado da cidade, em que se celebram cerimonias budistas. Na dinastia Tang (618-907), um literato chamado Zhang Ji dedicou uma poesia encomiástico ao som do sino deste mosteiro. Desde então, ao chegar o ano novo, as pessoas vinham até aqui para escutar o toque deste sino para espantar a má sorte e dissipar as preocupações.

A Colina do Tigre

Esta montanha situada no noroeste da cidade é famosa por sua forma, parecida com um tigre. Sua beleza paisagística tem atraído sempre uma infinidade de literatos e artistas, muitos dos quais deixaram aqui suas obras. O símbolo de Suzhou é a Pagoda da Colina do Tigre, construção do ano de 959 que atrai a turistas chineses e estrangeiros.

O Mosteiro taoísta de Xuanmiao

Os pavilhões deste mosteiro, construído no ano de 276, chegaram aos nossos dias em bom estado de conservação. Neles guardam dezenas de tipos distintos de estrelas das dinastias de Song, Yuan, Ming e Qing, que registram a história do mosteiro, assim como a vida cotidiana e a situação política, econômica, social, cultural e religiosa das sucessivas épocas.

O antigo Passo de Panmen

Construído no ano de 514 a.C., é o único passo terrestre e fluvial conservado até hoje. No lado da muralha se vêem claramente as arenas, as guaritas, o poço, cuja água era utilizada para apagar incêndios. Após sair da cidade de barco e passar por debaixo da ponte de Shuiguan, dá acesso ao Grande Canal Hangzhou-Beijing, cujo curso de águas impetuosas descreve uma curva envolta à muralha.

A Pagoda de Ruiguang

Esta pagoda octogonal de sete andares construída com madera e tijolos está próxima do Passo de Panmen. Construção representativa da dinastia Song, tem um grande valor para o estudo da evolução técnica da construção de pagodas na China.

As antigas aldeias à beira da água

Em Suzhou há mais de 200 aldeias à beira da água, cujo encanto reside em seus telhados azuis e muros brancos, assim como em sua infinidade de pontes estreitas e pequenos canais. Tudo isto compõe um belo quadro de ruas unidas por pontes e de barcas navegando pelos canais. Na continuação descreveremos brevemente algumas das mais representativas.

Zhouzhuang

Zhouzhuang, típica aldeia de estreitas pontes, pequenos canais e casas junto à água

Esta aldeia, que foi denominada "a primeira aldeia à beira da água", tem 900 anos de história. As formosas paisagens aquáticas, os testemunhos culturais e o estilo arquitetônico desta aldeia, assim como a franqueza de seus habitantes, constituem outras tantas atrações turísticas para visitá-la.

Os canais se entrecruzam sem cessar, e há pontes, como o de Fu´an e o de Shuangqiao, que estão conservados em muito bom estado. Às vezes, a mulher que dirige a barca canta canções do folclore local, criando assim uma boa atmosfera que dura todo o trajeto.

As casas são construídas junto ao rio. A de Shen e a de Zhang, as mais típicas, merecem uma visita.

Da estação do distrito de Wuxian saem ônibus em direção a Zhouzhuang.

Tongli

A antiga aldeia de Tongli também elege a sua "miss"

Nesta antiga aldeia cultural nasceram vários personagens célebres. Alguns deles construíram aqui luxuosas residências, a mais conhecida dentro delas é o Jardim Tuisi. Também foram conservados construções das dinastias Ming e Qing, como os edifícios Chongben e Yilao.

Pode chegar a Tongli tomando os ônibus que saem da estação sul de Suzhou e a estação do distrito de Wuxian.

Luzhi

Entre os lugares de interesse histórico mais destacados que podem ser visitados nesta aldeia de mais de dois mil anos de antigüidade figuram o Mosteiro dos Lotos, a Tumba da Imperatriz Sun, o Palácio do Rey Wu e o Templo Baosheng. Este último, construído no ano de 503, se conserva um valioso tesouro nacional: 9 estátuas de divindades budistas da dinastia Tang. As 41 pontes de pedra existentes nesta aldeia de tão somente um quilômetro quadrado foram construídos durante as dinastias Song, Yuan, Ming e Qing. O mais antigo, o de Fengqiao, construído nos tempos da dinastia Song, está bem conservado.

Para ir a Luzhi, pode-se tomar o ônibus nº.18.

Guangfu

Nesta aldeia são de visita obrigatória o Templo de Guangfu, a Pagoda de Guangfu, o antigo cipreste Situ e o Templo da Longevidade Celestial. Ao sul da aldeia é construída a colina de Dengwei, onde nos tempos da dinastia Han do Oeste, que faz agora 2.000 anos, começaram a ser plantados ameixeiras. Aos finais e início do ano, é possível contemplar o florescimento das árvores frutíferas em todo o seu esplendor, espetáculo natural muito popular no sul da China.

Da estação do distrito de Wuxian sai um ônibus que chega a Guangfu.

Informação turística

O peixe e os camarões são os principais alimentos da localidade.

# A visita noturna do Jardim do Maestro Redero é muito recomendável. De 15 de março a 20 de novembro, todas as noites são oferecidas apresentações de guzheng, kunqu e pingtan, manifestações artísticas locais.

# O Mosteiro de Hanshan é muito visitado durante a Festa da Primavera. Dado que suas construções são de madeira, não é permitido entrar levando fósforos ou isqueiros.

# A Rua Guanqian é famosa pelo seu mosteiro taoísta, fundado faz mais de 150 anos. Nesta rua, onde comidas típicas são servidas, há bastantes tendas antigas, entre elas Daoxiangcun, Caizhizhai e Huangtianyuan. Trata-se de uma rua comercial, cultural e turística digna de ser visitada.

# A paisagem do lago Taihu, caracterizado pela abundância de flores e frutas ao longo de todo o ano, é de grande beleza. Se quiser contemplar a montanha e o lago, basta pegar o ônibus nº. 20, com o que se chega facilmente às montanhas Leste e Oeste. Os turistas não devem perder a festa das ameixeiras, que é celebrado todos os anos ao chegar a primavera.

# A culinária de Suzhou é famosa em toda a China. Os restaurantes mais prestigiosos são o Songhelou, o Deyuelou, o Wangsi e o Zhuhongxing. Se for a Suzhou no inverno, recomendamos o caldo de cordeiro que é preparado em vários restaurantes. Se você for próximo ao lago Taihu, não deixe de provar alguns dos banquetes que são servidos nos restaurantes instalados nos barcos, a maioria dos quais se concentram na Rua Caichuan, no bairro de Wuzhong. Ao chegar a noite e nos dias festivos, nesta rua reina grande animação.

# Os bordados de Suzhou representam, junto com os de Hunang, Sichuan e Guangdong, entre os mais apreciados da China. Em sua confecção são utilizadas cores suaves, com os que se bordam figuras humanas, rios, montanhas, flores, pássaros e diversos animais. O bordado de lado duplo encanta os turistas. O museu da seda é o lugar mais adequado para familiarizar-se com sua história e comprar finos artigos desta matéria têxtil.

 
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