As máscaras das óperas tradicionais chinesas que combinam literatura, música, dança e belas artes com wushu e acrobacia se dividem em quatro grupos:
sheng, velhos; dan, jovens mulheres; jing, mascarados e chou, palhaços". Cada qual representa um tipo de personagem, por exemplo, "sheng" simboliza os papéis masculinos sinceros; "dan" representa papéis femininos positivos; "jing" são os coadjuvantes masculinos e "chou" simboliza os humoristas e pode simbolizar personagens desonestos. Além disso, as cores da máscara possuem diferentes significados. A bravura é acentuada pela cor vermelha; o preto simboliza uma personalidade franca e heróica; o branco representa um ser astuto e insidioso. Assim, o público consegue perceber os sentimentos e os pensamentos dos personagens na cena, apreciando, ao mesmo tempo, sua aparência. Eis porque as máscaras são conhecidas como a "expressão do coração e do espírito" dos personagens da ópera.
As primeiras máscaras, caracterizadas por uma grande mancha branca no meio da face, surgiram por volta dos séculos 12 e 13 para distinguir os palhaços. Entretanto, à medida que as óperas evoluíam, os atores se sentiam incomodados com os seus adereços. Desde então, passaram a improvisar utilizando pó, tinta, produtos de maquilagem, cinzas dos fundos de panelas.
Como os palcos eram montadas ao ar livre, os espectadores sentados longe da cena não podiam ver nitidamente a expressão do rosto dos atores. O pro blema, contudo, diminuía com a máscara, pois fornecia uma clara percepção à platéia.
A maquilagem da Ópera de Pequim exige dom artístico. Como na caligrafia e na pintura chinesa, o pincel deve ser utilizado com força e precisão; a aplicação das cores exige a plena harmonia entre os tons escuros e claros. Para fazer os traços, é necessário utilizar uma tinta muito fina.
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