O Tibete em festa

Fonte: CRI Published: 2021-05-26 16:58:08
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Por Rui Lourido, historiador de Portugal

Festa pela comemoração, a 23 de maio, do 70º aniversário da proclamação oficial da libertação pacífica do Tibete, que criou condições para abolir a servidão teocrática feudal local, libertando milhões de escravos e servos, que representavam 95% da população. Garantiu a constituição do Tibete em região autónoma, com um governo local com amplos poderes administrativos, implantando um regime de participação democrática e socialista. A alteração estabeleceu direitos e deveres iguais entre todas os grupos étnicos, assim como uma reforma agrária com a entrega de terras aos escravos e servos, o direito a eleger e ser eleito para os vários níveis de administração da região e da administração nacional. Dessa forma, promover a abertura, a modernização, o potencial produtivo e melhorar as vidas e as condições de trabalho das pessoas no Tibete. Podemos referir que os dados oficiais indicam um resultado extraordinário - a erradicação da pobreza extrema em 2019 e a surpreendente melhoria da qualidade de vida dos tibetanos.

Podemos constatar que, ao longo dos anos, as forças antiChina ao verificarem a gradual recuperação económica e o crescente e legítimo papel chinês no mundo globalizado de hoje, têm, nomeadamente através de notícias falsas, procurado interferir nos assuntos internos da China. Utilizam a “independência do Tibete” como pretexto para tentar desorganizar e interferir no desenvolvimento da China.

Neste contexto, o Governo Chinês respondeu às forças ocidentais antiChina lançando o “Livro Branco” sobre o Tibete, cuja leitura aconselho vivamente por contribuir para esclarecer detalhadamente o passado e a evolução da questão. Nele é referido que o povo que habitava o Tibete, no século 7 (Reino de Tubo), contribuiu para a exploração das fronteiras do sudoeste da China. O Livro Branco demonstra que, desde o século 13 (nas dinastias Yuan, Ming e Qing, apesar das invasões militares britânicas do século 19-20), passando pela 1ª República da China até à implantação da República Popular da China, no século 20, o Tibete fez parte integrante da China.

Os dados estatísticos ilustram o empenho e investimento, do governo local e do central, no desenvolvimento do rendimento, na qualidade de vida das populações e nas infraestruturas.

Em 2020, o PIB do Tibete ultrapassou RMB 190 bilhões (em 1951, o PIB era de apenas RMB 129 milhões). Em 2020, as vendas no varejo de bens de consumo do Tibete alcançaram RMB 74,6 bilhões, mais de 2 mil vezes maior do que em 1959.

Em 2020, a renda disponível per capita dobrou em comparação com 2010. A renda disponível per capita média dos residentes rurais foi de RMB 14.598, um aumento de 12,7% em relação ao ano anterior e representando um crescimento de dois dígitos nos últimos 18 anos. Nos últimos cinco anos, registrou um aumento anual de cerca de 13% - o crescimento mais rápido da China. A renda média per capita disponível dos residentes urbanos em 2020 foi de RMB 41.156, um aumento anual de 10%.

A taxa de mortalidade de mulheres durante o parto caiu para 48 por 100 mil e a taxa de mortalidade infantil para 7,6 por mil. Em geral, a expectativa média de vida aumentou de 35,5 anos, em 1951, para 71,1 anos, em 2019.

O enorme investimento do governo central, no apoio ao desenvolvimento local do Tibete, é demonstrado na construção massiva da rede de transporte abrangente, composta de rodovias (as maiores altitudes do mundo, faz serem extraordinários os 118,8 mil quilômetros, dando acesso a todas as vilas administrativas da região), ferrovias, rotas aéreas (140 domésticas e internacionais, incluem 66 cidades do Tibete) e oleodutos.

A China confere, numa abordagem holística, grande importância à proteção eco ambiental no Tibete. Tem vindo a melhorar as instituições, fornecendo um forte apoio científico e cultural.

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