O Centro de Intercâmbio Econômico Mundial da China realizou na quarta-feira (23) a "Discussão Mensal sobre Economia" com o tema "Bric: papéis de liderança na recuperação econômica mundial". A Conselheira da Embaixada do Brasil em Beijing, Tatiana Rosito, afirmou que a China registrou a recuperação mais forte entre as economias emergentes na crise econômica mundial. Diversas nações fortaleceram as parcerias com o país asiático depois da recessão. O Brasil se tornou o maior parceiro comercial da China em 2009 e tem aumentado os intercâmbios econômicos desde então.
Em 2010, a China, governo e iniciativa privada, aumentou os investimentos no Brasil em cerca de US$300 milhões. É o país que mais investe na economia brasileira, com valores acumulados em mais de US$15 bilhões. Como consequência, os laços bilaterais entre os dois países são ampliados.
Tatiana Rosito é otimista com relação à liderança do Bric na recuperação mundial. Entretanto, ela destaca que, calculado em dólar, o Produto Interno Bruto (PIB) do Bric ocupa apenas 16% do PIB do mundo. Em poder de compra, a proporção vai subir para 25% e em movimento comercial, 20%. Por isso, o Bric ainda não pode liderar a economia global.
A conselheira apontou que a China se desenvolve muito rapidamente e exerce forte influência no abastecimento da Ásia. Além disso, é um membro importante do Bric e desempenha um papel de destaque no reequilíbrio da economia mundial. Rosito destacou que os países do Bric devem continuar as reformas econômicas e administrativas e devem promover sua influência em assuntos internacionais. O grupo deve ainda se esforçar para desempenhar uma participação mais efetiva no G20.
Ainda segundo a representante brasileira, a integração sul-africana no Bric este ano é muito relevante. A África do Sul é um país poderoso no continente africano e Rosito acredita que sua presença vai fortalecer o Bric. Todos os lados envolvidos devem se esforçar para ampliar os laços e colaborações. O compartilhamento de conhecimentos e políticas públicas em assuntos internacionais é muito importante para o Bric. Ela disse que, embora a reunião do mês que vem seja apenas da terceira do grupo, os representantes dos países já tiveram várias oportunidades para se encontrar e conversar em eventos de outras organizações internacionais. A conferência do Bric é nova, interessante e os intercâmbios são favoráveis para todos os envolvidos.
Por fim, Tatiana espera que os diálogos do Bric continuem, com o objetivo de buscar soluções para resolver problemas no futuro.



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