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Soluções para enfrentar envelhecimento da população
  2010-07-09 16:50:37  cri

O envelhecimento populacional é um desafio enfrentado por muitos países. Na Expo de Shanghai foram apresentadas novas tecnologias e ideias para a solução do problema. No programa de hoje, vamos conhecer as alternativas propostas por Japão e Alemanha.

A música que você está ouvindo foi tocada por um robô no Pavilhão do Japão. Ele pode andar e cumprimentar os visitantes. Seus braços e dedos são tão flexíveis que podem, até, tocar violino. Segundo o diretor do pavilhão, Noriyoshi Ehara, este tipo de robô pode ajudar os portadores de deficiência física e idosos em atividades domésticas e caminhadas. Ele afirmou:

"O Japão está promovendo a popularização de robôs que podem nos ajudar em tarefas cotidianas, além de cuidar dos idosos. Será que quando a nossa vida for mais confortável, seremos pessoas com melhor astral, mais satisfeitas? Acho que estas são duas coisas diferentes. Nesse aspecto, as relações interpessoais são indispensáveis. Já no Japão, esses contatos são menores a cada dia. Isso é um problema social".

Noriyoshi disse que, enquanto buscamos uma solução para o envelhecimento populacional, é preciso dar mais carinho e atenção aos idosos. Independentemente do progresso tecnológico, o robô não pode lidar com nossos problemas emocionais. Desta maneira, o carinho é insubstituível. Eis a razão pela qual o pavilhão do Japão tem como tema a "Comunicação". O diretor japonês assinalou:

"O mais importante é a nossa alma. O robô pode fazer muitas coisas para os idosos e tornar a nossa vida mais confortável, mas a comunicação interpessoal é o que eles mais precisam."

O envelhecimento populacional também é o foco do Pavilhão da Alemanha, país que registra uma elevação desse público. Em 2005, havia cerca de 16 milhões de pessoas com mais de 65 anos. Até 2050, esse número pode chegar a 23 milhões. Diante da situação, a Alemanha criou centro multigeracional, uma espécie de novo modelo residencial para aumentar a comunicação entre diversas gerações.

No centro, os idosos podem se divertir e interagir com crianças da comunidade, interagir e receber auxílio de outras pessoas. A porta-voz do pavilhão da Alemanha, Marion Conrady, constatou:

"Todas as nossas exibições são acerca do planejamento urbano. Novos conceitos que incluem, por exemplo, a ideia de várias gerações morarem juntas. As cidades, especialmente as nações industrializadas, enfrentam o mesmo problema. Há idosos demais e jovens em número muito menor. Ao mesmo tempo, existe uma enorme carência de instituições que cuidem deles. Para resolver o problema, sugerimos o estabelecimento de um espaço público de bem-estar. Lá, a gente vai poder tomar café e conversar enquanto idosos e crianças se ajudam."

Algumas cidades alemãs já praticam essa ideia. A comunidade local pode solicitar o patrocínio do governo para estabelecer um centro multigeracional. Como entidade de bem-estar, o funcionamento do centro depende principalmente do serviço dos voluntários. Lá, os idosos não são apenas atendidos, mas oferecem ajuda, tomam conta das crianças, limpam quartos e ajudam outras pessoas ainda mais velhas. Marion acrescentou:

"É apenas um conceito. Não é o nosso cotidiano, que também está cheio de problemas. Mas a Expo é um ótimo palco para apresentar soluções para esses problemas. É uma das soluções que praticamos em várias cidades alemãs".

A Alemanha, que criou o primeiro centro multigeracional em 2006, conta agora com 500. Eles têm salas para atendimento médico onde são oferecidos serviços de saúde e tratamento em casos de urgência.

O centro multigeracional se constitui em um bom espaço para que idosos e crianças tomem conta um do outro. Talvez, essa seja uma boa solução para o problema da frieza entre as pessoas, verificado no Japão. Se no centro houvesse um robô, talvez mais recursos humanos pudessem ser poupados. Eis o objetivo da Expo, concentrar ideias de todo o mundo, propor intercâmbios e estimular o aprendizado mútuo, apresentando soluções para tornar a vida urbana melhor a cada dia.

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