25 pessoas, 71 dias e 18 mil quilômetros. Um ônibus vermelho partiu no dia 15 de abril de Freiburg, sudoeste da Alemanha, rumo à cidade de Shanghai. Este ônibus alemão finalmente chegou ao Parque de Shanghai no dia 25 de junho. Apesar de ficar poucos dias na cidade, a longa viagem proporcionou uma experiência especial a todos os passageiros desse ônibus.
"Após passar muitos dias em uma viagem bastante longa, finalmente chegamos aqui. Estou tão alegre que quero até chorar."
Inge Stagnett, de 67 anos, trabalhava para o governo da cidade de Freiburg, onde era encarregada por assuntos relacionados ao bem-estar de idosos. Ela sempre viaja com seu marido. " Ouvi em janeiro que havia uma oportunidade de viagem da Europa para a China de ônibus, então me inscrevi com entusiasmo.
"Ao passar pelo Irã, observamos que as mulheres vestiam roupas pretas e as pessoas eram muito simpáticas. Conversamos com elas. No Uzbequistão, atravessamos o rio a pé. Ainda encontramos muitas coisas interessantes no caminho."
Trata-se de uma viagem especial. Entre os 25 membros deste grupo, muitos são aposentados. Eles passaram pela Suíça, Itália, Grécia, Turquia, Irã, Turcomenistão, Uzbequistão, Quirguistão, Cazaquistão e chegaram à China pela fronteira da Região Autônoma Uigur de Xinjiang. Antes de chegar a Shanghai, o grupo ainda visitou as cidades de Xi'an, Wuhan, Nanjing, entre outras.
Freiburg é chamada de "cidade verde" e este ônibus também possui o motor mais limpo e verde no mundo. A organizadora é uma empresa turística que oferece apenas viagens de ônibus. O diretor da empresa, Hans-Peter Chirstoph, disse que teve a idéia de organizar um grupo turístico para Shanghai ao ouvir que Freiburg teria uma exposição na Expo. Para ele, esta idéia não é primeira do gênero. Durante as Olimpíadas de Beijing, sua empresa também organizou uma viagem para a China.
"O maior problema para o setor turístico é a emissão de dióxido de carbono. De fato, as dedicações ao setor turístico e viajantes podem mudar esta situação. Por exemplo, o avião é o meio de transporte com maior emissão de dióxido de carbono enquanto o ônibus emite menos este gás, ficando apenas atrás da bicicleta. Por isso, ônibus é o meio mais verde e razoável para uma viagem de longa distância. Além disso, no caminho, os viajantes podem ter contato com os habitantes locais."
No ônibus, os viajantes tomam café e ouvem música, além de andar de 20 a 30 quilômetros diariamente para apreciar as paisagens pitorescas e características folclóricas locais. Inge Stagnett visitou a China em 1985. Para ela, esta viagem deu-lhe uma oportunidade para conhecer minuciosamente a vida dos chineses e será uma experiência inesquecível.
"A cidade de Xi'an me deixou uma grande impressão e é muito bela, especialmente na noite quando os habitantes passeiam alegremente pelas ruas. Em Urumqi, vi que muitas pessoas estavam praticando Qigong, o que era muito interessante."
Diferente de Stagnett, muitos membros deste grupo ainda não haviam visitado a China. Trata-se da primeira viagem fora da Europa do Senhor Hans Ocker. Engenheiro, ele ficou surpreendido ao ver o nível de modernização da China.
"A minha impressão sobre Shanghai é igual à minha sobre a China. Uns locais na Europa ainda não atingem o nível de modernização das instalações de transporte da China. O metrô de Shanghai é muito rápido apesar de ter linhas complicadas. Além disso, ainda visitamos uns locais tradicionais de Shanghai. Acho que a cidade é uma combinação de elementos tradicionais e modernos."
Hans Ocker ainda disse que irá levar as suas duas filhas para a China quando elas se formarem na universidade.
"A Expo Shanghai liga estreitamente muitos países e promove os intercâmbios entre eles. Vou trazer esta boa memória para minha terra natal e espero mais uma viagem à China."
(por Li Jing)