As grandes invenções e os êxitos tecnológicos alcançados pela humanidade são mostrados na Expo Mundial. Máquina a vapor, navio a vapor, guindaste, fonógrafo e computador foram exibidos pela primeira vez ao público nestas feiras mundiais. As riquezas imateriais em conseqüência do intercâmbio e da convergência das culturas multipolares são outras relíquias deixadas pelo evento. Quais patrimônios a Expo pode deixar para os países anfitriões? No programa de hoje, vamos ter um contato mais próximo com a Expo para sentir essas influências.
A japonesa Yamada Tomiyo tem 61 anos e é uma super-fã da Expo. Durante a Expo Aichi 2005, no Japão, ela bateu o recorde de entradas ao visitar o evento 243 vezes. Desta vez, Yamada comprou 184 ingressos para a Expo de Shanghai e iniciou a viagem pelo Parque. Falando sobre o motivo pelo qual se apaixonou pela feira, ela disse que a Expo trouxe sonhos não só para ela, mas também para todo o Japão.
"Nasci numa época em que não havia nada no Japão. Não sabíamos qual seria o nosso futuro. A Expo de 1970 em Osaka, no Japão, trouxe sonhos para a nação japonesa. Desde então, os japoneses começaram a lutar para desenvolver a economia japonesa".
Para o diretor do Pavilhão do Japão na Expo de Shanghai, Noriyoshi Ehara, a feira de Osaka mudou seu país em diversos aspetos:
"Há sempre propostas que são apropriadas a cada época. Durante a feira de 1970, surgiram a comida pronta (fast-food) e rua para pedestres que são comuns hoje em dia. Mas, naquela época ainda não existiam. O estilo de casas também recebeu influências. A construção residencial foi simplificada, o que facilitou muito a nossa vida".
Yamada visitou várias edições da exposição, com as quais aprendeu bastante coisa. Ela constatou:
"A Expo proporciona uma oportunidade de estudar por conta própria Podemos aprender conhecimentos que não vemos nos livros. Na escola, assistimos às aulas por obrigação, mas a visita à Expo é voluntária e por gosto".
Wu Zhiqiang é designer geral do Parque da Expo de Shanghai. Ele começou a acompanhar o evento em 1984 e estudou as edições anteriores. Segundo ele, a Expo tem um grande impacto às crianças, futuro do mundo. Eis o maior patrimônio deixado pela Expo.
"As crianças que vão à Expo são tocadas profundamente. Elas começam a cultivar a vontade de buscar constantemente inovações. Os adolescentes sofrem com estudos sem meta e iriam sentir cansaço um dia. Com o desejo pela inovação, eles se tornam mais ativos no estudo".
Xu Wei, porta-voz do Departamento de Coordenação para Assuntos da Expo Shanghai, assinalou que os chineses vão conhecer o mundo afora e ampliar sua visão através desta feira.
Para melhorar a administração e pôr em prática o tema "Cidade melhor, vida melhor", alguns governos locais organizaram vistas de seus administradores à Expo, para conhecer experiências avançadas. A zona de melhores práticas urbanas é a prioridade dessas visitas. Xu Wei explicou:
"A zona de melhores práticas urbanas concentra os métodos e as técnicas que estão sendo aplicados em diferentes cidades. Os visitantes podem se inspirar nisto".
Nesta zona, pode-se encontrar o modelo de Vancouver. Segundo a funcionária da prefeitura canadense, Wendy Au, depois da Expo 1986, o governo local criou o modelo de Vancouver para equilibrar a relação entre a expansão populacional, o meio ambiente e o desenvolvimento econômico.
"Desde a Expo de Vancouver, estamos atraindo grande atenção sobre a cidade e aproveitamos a oportunidade criada na feira de 1986 para transformar o local em uma região mais adequada para viver. Agora, adquirimos o reconhecimento internacional para a comunidade verde. Estabilidade e verde são sempre nossos gols. Por isso, trabalhamos sempre nestas metas. Também focamos em transporte, que era o tema da daquela Expo. Em virtude disto, estamos nos esforçando para promover o nosso transporte. Nos últimos dez anos, a população de Vancouver cresceu 25% mas o uso de carro privado diminuiu 17% porque promovemos o uso de bicicletas".
O Canadá sediou duas edições da Expo. Durante a feira de Montreal, em 1967, o Canadá, que só tinha 20 milhões de habitantes, foi visitado por 50 milhões de turistas. Alcançou um sucesso sem precedentes da história. Para o representante geral do Canadá, Mark H.Rowswell, foi a Expo que divulgou o país ao mundo.
"Um dos objetivos das pessoas que vão a Expo é visitar os pavilhões internacionais. Por isso, o evento é uma forma de intercâmbios. Ele trouxe para Shanghai melhoramentos na infraestrutura e novos transportes. Mas, a longo prazo, são deixados patrimônios culturais e imateriais".
Quanto às influências deixadas pela Expo à China, o designer geral da Expo Shanghai tem uma expectativa:
"Os países participantes trouxeram as inovações passadas, populares e futuras. A China era um país agrícola. Passados 30 anos, tornou-se um país industrial. Pretendemos utilizar 30 anos para ser um país inovador".