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Literatura latino-americana ganha terreno

Foi realizado recentemente em Dongying, na província de Shandong, leste da China, um seminário organizado pela Associação para o Estudo da Literatura Espanhola, Portuguesa e Latino-Americana, reunindo professores de línguas espanhola e portuguesa das universidades, tradutores qualificados, representantes de editoras, bem como jornalistas.

No evento, os participantes apresentaram mais de 20 trabalhos sobre o estudo da literatura latino-americana. Entre eles, teses sobre o desenvolvimento geral da literatura, como "Evolução e Tendência da Literatura Contemporânea de Narrativa Latino-Americana", pesquisas sobre determinados escritores e suas obras, como "Detectives Salvajes y 2666 del Chileno Roberto Banalño" . E ainda, experiências de jovens tradutores. como "Conhecimento Adquirido na Tradução de 'Cem Anos de Solidão' de Gabriel García Márquez". Além disso, no seminário, foi organizada uma discussão temática sobre o escritor peruano Mario Vargas Llosa e foram apresentados seis artigos acadêmicos que expõem e analisam as obras do escritor.

Desde sua criação, em outubro de 1979, a Associação para o Estudo da Literatura Espanhola, Portuguesa e Latino-Americana tem organizado uma série de pesquisas acadêmicas. E o mais importante é que a instituição, em cooperação com editoras, empenha-se na tradução e publicação de um grande número de obras literárias de Espanha, Portugal e países da América Latina, apresentando aos leitores chineses uma variedade de correntes literárias, o que impulsiona o sucesso da literatura latino-americana na China e ganha o louvor geral.

No início dos anos 1990, a China se tornou signatária da Convenção de Berna para a Proteção das Obras Literárias e Artísticas. E a partir daí, devido aos problemas relativos à propriedade intelectual, a tradução e publicação da literatura espanhola, portuguesa e latino-americana ficaram temporariamente suspensas.

Mas, desde o início do século 21, graças ao desenvolvimento gradual e à regulamentação do mercado editorial da China, a publicação de títulos latino-americanos se recuperou e está em desenvolvimento. Algumas obras do "boom latino" foram revisadas e republicadas e uma dúzia de livros de escritores jovens foi introduzida e apresentada aos leitores chineses, como por exemplo, "Los Crimenes de Oxford", do argentino Guillermo Martinez, "Um Viejo que Leia Novelas de Amor", do chileno Luis Sepúlveda, "O Vendedor de Sonhos", do brasileiro Augusto Cury, e "Contra el Viento", da espanhola Angeles Caso, alguns dos quais foram traduzidos em chinês apenas um ano após a publicação original.

No outono de 2010, o peruano Mario Vargas Llosa recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, o que impulsionou o sucesso de seus trabalhos na China, onde foram traduzidos e publicados quase todos os seus livros. E a visita do peruano a Beijing e Shanghai despertou ainda mais interesse pela leitura e pesquisa entre os chineses. No mesmo ano, uma editora chinesa conseguiu a um preço bastante elevado o direito para traduzir e republicar o livro "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez. O fato levou ao ápice o entusiasmo dos chineses em ler livros latino-americanos.

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