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Setor editorial da China empenha-se para crescimento de publicações digitais

Foi realizada no início deste mês a 18ª Feira Internacional de Livros de Beijing (BIBF, na sigla em inglês) com uma clara aposta em publicações digitais.

Um dos espaços mais movimentados da feira foi o de livros digitais, que ocupou mais de 20% dos 50 mil metros quadrados do Centro Internacional de Exposições da China. Nessa seção, provedores de serviços e conteúdos, editores e comerciantes de livros digitais apresentaram as novidades e debates para captar um público que cresce ao ritmo de 30% anualmente na China, segundo dados dos organizadores.

Mas como está se desenvolvendo o mercado de livros digitais na China? Quais são as dificuldades que o setor está enfrentando e como resolvê-las? A vice-gerente-geral da Corporação de Importação e Exportação de Publicações da China, Wu Wei, apontou na entrevista concedida ao nosso repórter que a "época da publicação digital" da China ainda não chegou de verdade, pois, hoje em dia, o faturamento do setor no país ainda vem principalmente de aplicativos para celular, jogos e publicidade, e o faturamento gerado por livros e revistas digitais representa uma parte bem pequena.

"Na área editorial da China, a chamada época digital ainda não chegou. No ano passado, o faturamento do setor de publicações digitais ultrapassou cem bilhões de yuans, entre os quais, aplicativos para celular, jogos e publicidade ocuparam mais de 90% do total do valor, e as publicações verdadeiras, como livros e revistas, menos de 10%."

Porém, em relação às mudanças positivas surgidas nessa feira de livros como a ampliação do espaço físico e o aprofundamento dos conteúdos apresentados, especialistas acham que se trata de uma tendência de transformação do setor editorial tradicional para a publicação digital. Por outro lado, há uma necessidade de intercâmbio entre editoras internacionais na área digital. Wu Wei também apontou que os livros digitais são a direção geral do desenvolvimento do setor editorial. Segundo ela, os profissionais do setor já chegaram ao consenso e estão se esforçando para promover essa transformação.

"Nos últimos anos, estamos nos preparando com esforços para a transformação do setor para as publicações digitais. Pelo menos todos estão conscientes da importância da publicação digital, que será o nosso futuro. Sem a publicação digital, o setor editorial não terá futuro."

Porém, Wu acha que em comparação com os Estados Unidos, país mais avançado no setor, o desenvolvimento da área na China é restrito devido a diversas questões.

"Falando da publicação digital, os Estados Unidos são o mais avançado do mundo. E a China não está atrasada em algumas condições como internet e tecnologias. Mas por que a nossa publicação digital não consegue se desenvolver rapidamente?Uma restrição é a proteção das propriedades intelectuais, que deve ser o maior problema para o setor chinês. Além disso, ainda não temos a padronização unificada na área, o que constitui a outra restrição."

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