Na semana passada, a Organização das Nações Unidas promoveu uma série de atividades na sede da entidade, em Nova Iorque, para comemorar o Dia da Língua Chinesa. Dezenas de funcionários da ONU e diplomatas de diferentes países participaram da celebração.
O Dia da Língua Chinesa da ONU, iniciativa do Departamento de Informação Pública da entidade, visa promover a diversidade cultural e a igualdade entre os seis idiomas oficiais da organização: inglês, francês, russo, espanhol, árabe e chinês. A data, baseada em divisões típicas do calendário lunar chinês, é também uma homenagem a Cang Jie, figura mítica a quem é creditada a invenção dos caracteres chineses cerca de 5.000 anos atrás.
Na cerimônia, o vice-secretário-geral da ONU, Kiyo Akasaka, ressaltou a importância do mandarim no contexto mundial.
"A língua chinesa foi definida como um dos idiomas oficiais da ONU quando da criação da entidade, por estar entre as mais antigas e ser a mais falada do mundo. Todos sabem, mais de um bilhão de pessoas falam chinês no mundo, e estamos muito contentes pela oportunidade de conhecer e sentir a história e o encanto desse idioma."
Li Baodong, representante permanente da China nas Nações Unidas, discursou sobre o precioso papel que os caracteres e a língua chinesa desempenham no compartilhamento com o mundo daquilo que a cultura chinesa tem de melhor. Ele salientou ainda que, com o passar do tempo, esse conhecimento mútuo possibilitou contados cada vez mais frequentes entre a China e outros países.
"Tanto a China quando o mundo estão em rápido desenvolvimento. O mundo precisa conhecer a China e a China também precisa conhecer o mundo. Então, um número crescente de chineses estão aprendendo línguas estrangeiras, e o entusiasmo das pessoas de outros países pela língua chinesa também está em ascensão. Essa é uma verdadeira integração global. Como veículos eficientes de conhecimento mútuo, palavras e línguas promovem a amizade, a paz e também o desenvolvimento."
No dia do evento comemorativo, foram promovidos shows de músicas folclóricas e artes marciais e exposições de caligrafia chinesa. Deborah Fallows, autora do livro "Sonho em Chinês", deu uma palestra sobre sua experiência de vida na China e na aprendizagem do mandarim. Durante a estadia de três anos na China, entre 2006 e 2009, ela viajou por quase todo o país e foi surpreendida pela diversidade cultural e de dialetos. Ela se mostrou surpreendida com o rápido crescimento do ensino da língua chinesa nos EUA em apenas três anos.
"Quando saímos dos Estados Unidos, poucas escolas ensinavam a língua chinesa. Mas quando voltamos da China, o ensino de chinês havia crescido rapidamente. Nos jardins de infância, escolas primárias, e até em universidade, é possível encontrar cursos de chinês em todas as etapas do sistema educacional."
Alex, um francês que trabalha na ONU, é um dos estrangeiros interessados em aprender mandarim. Há seis anos ele estuda o idioma, e hoje frequenta um curso de chinês aberto pela entidade. Alex se define como um amante da cultura chinesa.
"Quando estava na universidade, comecei a me interessar por filosofias da China, especialmente o taoísmo. Sinto de verdade o encanto da cultura chinesa. E todas as vezes que a ONU oferecer cursos de chinês, vou me inscrever. E o aprendizado é uma alegria."