Uma exibição sobre a Dinastia Ming da China (1368-1644) realizada no Museu Britânico atraiu 121 mil visitantes nos últimos meses. Este foi o maior número registrado pelo museu nas exposições sobre a cultura chinesa.
Um levantamento feito pelo museu mostra que 94% dos visitantes fizeram avaliações positivas sobre o evento, intitulado de Ming: 50 anos que Mudaram a China.
"Esta foi a exibição mais detalhada sobre as relíquias culturais da China no Museu Britânico", afirmou Jessica Harrison-Hail, responsável pela exposição e especialista sobre a cerâmica chinesa.
"Mantemos no nosso museu uma exposição permanente sobre toda a dinastia. Mas podemos realizar exibições sobre um certo período mais curto e com tais pormenores, com base nos nossos estudos atuais", avaliou Harrison-Hail.
A exibição sobre a Dinastia Ming inclui 108 relíquias culturais de 10 museus da China, além de itens do Museu Britânico e coleções do Japão, EUA e Europa. As peças apresentaram as rápidas mudanças na sociedade chinesa durante 1400 e 1450, que correspondem aos primeiros anos da Dinastia Ming.
"Há 30 anos, quando era realizada uma exibição sobre a China, seria considerada como o Ocidente exótico. No entanto, hoje em dia, , muitas pessoas da Grã Bretanha já realizaram visitas à China ou têm amigos que trabalham ou estudam no país", descreveu a especialista.
Conforme Harrison-Hail, o Museu Britânico coopera com colegas chineses não apenas nesta exposição, como também em pesquisas sobre a história e a cultura chinesa, por exemplo, com o Museu Nacional da China para elaborar um livro sobre os patrimônios chineses conservados pelo Museu Britânico.