Residentes chineses têm desfrutado de serviços médicos mais baratos e maior acesso à rede nacional de cuidados com a saúde desde que o governo iniciou a reforma do setor, em 2009.
Com essas conquistas, as autoridades de saúde do país procuram agora aperfeiçoar as reformas em curso no ano passado.
Wu Jie, de 60 anos de idade, vive na cidade Qiqihar, nordeste do país. Ele sofre de diabete e doença cardíaca coronária.
O idoso diz que a reforma médica que o governo está levando adiante tem aliviado grandemente o seu encargo financeiro para que ele gaste uma menor parte de sua pensão de aposentado com a compra de remédios.
"Os preços dos medicamentos têm despencado. Por exemplo, um dos meus remédios custava 17,3 yuans antes. Agora custa apenas um pouco mais de 6 yuans. Assim, os preços dos medicamentos caiu significativamente."
Wu Jie é apenas um dos beneficiários do novo sistema médico básico, parte importante da reforma médica.
Sob o sistema médico estatal, as autoridades de saúde emitiram uma lista de mais de 300 tipos de medicamentos essenciais.
O governo assegura a gestão rigorosa da produção, distribuição e venda dos remédios designados.
Exige também que os hospitais deem preferência aos medicamentos básicos na prescrição de remédios aos pacientes.
A campanha é projetada para controlar a alta dos preços, já que muitos hospitais buscam lucrar com a prescrição excessiva de medicamentos para os pacientes.
O Ministério da Saúde diz que os preços dos medicamentos básicos caíram em 25 por cento em média, em comparação com o que custavam antes da política entrar em vigor.
Além de levar adiante o sistema médico básico, o governo chinês também ampliou a rede pública de cuidados com a saúde nos últimos anos.
Até setembro de 2011, 95% dos 1,3 bilhão de chineses tinham cobertura em graus diversos pela rede pública de cuidados com a saúde.
O diretor do Banco Mundial para a China, Klaus Roland, elogiou a conquista:
"Reformas de cuidados médicos na China têm sido notavelmente bem-sucedidas. É um grande desafio para os governos estabelecer um sistema de saúde apropriado, de forma que as pessoas recebam tratamento e tenham acesso. E a China está à frente nos avanços para alcançar esse objetivo, o que é importante nos dias de hoje. As pessoas olham para a China quando querem encontrar soluções para seus próprios problemas de desenvolvimento."
O diretor do Gabinete de Reformas Médicas do Conselho de Estado chinês, Sun Zhigang, prevê o próximo passo nas reformas em andamento:
"Primeiro, vamos aperfeiçoar o sistema de saúde e melhorar ainda mais a taxa de reembolso dos pacientes. Além disso, vamos acelerar a reforma dos hospitais públicos."
Nos últimos anos, os pacientes chineses têm se queixado dos altos custos médicos e dificuldade de acesso a serviços médicos decentes.
Ao mesmo tempo, alguns hospitais públicos foram criticados por mau uso de fundos públicos com a prestação de serviços de baixa qualidade.
O Conselho de Estado, gabinete chinês, aprovou em janeiro de 2009 um plano para reformas médicas e prometeu gastar 850 bilhões de yuans até 2011 para fornecer cuidados de saúde universais a todos os residentes.