O escritor chinês começou em 1987 a coletar informações e materiais nos distritos e vilas vizinhos. Fez uma nota de 300 mil carateres, através da qual se vê a evolução da comunidade camponesa. Decidiu então produzir um romance sobre as mudanças da sociedade chinesa e o destino dos indivíduos que vivenciaram tudo isso. A obra, batizada como Bai Lu Yuan, assentou o prestígio de Chen no mundo literário chinês. Segundo Chen, ele não esperava o retumbante sucesso da obra.
"Mencionou no livro alguns fatores históricos. Achava que provocariam polêmicas entre leitores. Mas a repercussão que o livro ganhou após o lançamento foi algo inesperado para mim".
Fruto de 4 anos de trabalho, o romance conta a história das duas famílias que vivem em Bai Lu Yuan por várias gerações e pretende exibir as profundas mudanças ocorridas nos últimos 50 anos na sociedade camponesa, o mundo espiritual dos lavradores chineses, bem como as reflexões e análises do autor sobre o statu-quo dos camponeses chineses.
Após Bai Lu Yuan, Chen sentiu a falta de novas acumulações e inspirações e se dedicou apenas à produção de contos e prosas. Para ele, a regra mais importante que um escritor deve respeitar é produzir obras de qualidade aos leitores. Ele falou:
"Os leitores querem produções com qualidade. Mesmo que você tenha obtido sucesso, como um escritor, você precisa continuar a se aprimorar, para que eles (leitores) não o abandonem".
Bai Lu Yuan, premiado pela adaptação ao teatro declamado, está chegando também às telinhas e telonas nacionais. Chen Zhongshi é agora o vice-presidente da Associação Chinesa dos Literatos.
Fã de futebol, costuma fazer comentários em jornais esportivos. Afastado de computador e Internet, escreve diariamente com pincel chinês.