Depois de voltar do sul da China, ele passou a percorrer os terrenos da cidade de Taiyuan, capital da província de Shanxin. Em meio ao solo preparado para receber pavimento, seu objetivo era encontrar raízes que lhe dessem inspiração. O filho dele até brinca, dizendo que o pai quase que passou a "morar" nesses terrenos.
"Ele procura e desenterra as raízes das árvores em parques e terrenos para construção. As raízes são a maior atração para ele. É como um banquete abundante à sua espera."
As raízes de árvores cultivadas no norte do país não têm formas tão particulares como as do sul. Para encontrar exemplares perfeitos, ele costuma percorrer milhares de quilômetros. Quando encontra um que lhe agrade, ele faz a oferta e paga pelo transporte. No afã de cravar uma obra-prima, o artista já perdeu muito preciosos materiais.
"Como eu tenho um temperamento impaciente, já destruí muitas raízes pela rapidez com que trabalho. Foi uma dor no coração!"
Como sem dor não há ganho, a dedicação dele foi recompensada. Na década de 1990, as esculturas do "Dragão" e do "Dragão deitado" foram agraciadas com os prêmios de ouro da 10ª e da 11ª edição da Competição Artística Mundial de Chineses. Em 1997, a obra "Longevidade" ganhou a medalha de ouro na Exposição de Arte de Raízes de Árvores da China. As obras de Wu são muito apreciadas justamente por não usar raízes quebradas ou sobrepostas.
"Um vez, encontrei numa loja, a escultura do caractere chinês de "Longevidade" numa raiz. Fiquei animado e comprei. Mas quando a observei minuciosamente, descobri que ela foi esculpida sobre uma colagem de várias raízes. Pensei que ela seria perfeita se o caractere talhado numa única raiz."
Dezessete anos passados, mais de 300 obras acumuladas. Entre elas, destaque especial para a série de caracteres do horóscopo chinês, que combina a forma de cada animal à caligrafia.