Seu sucesso como cantora é conhecido por muita gente, mas poucos sabem os grandes esforços que a soprano fez para atingir o nível atual. Quando Dilber viajou ao exterior pela primeira vez, ela não falava nenhuma língua estrangeira. O diretor do Teatro Nacional da Finlândia explicava-lhe como deveria interpretar a personagem, mas ela não entendia nada. Dilber recordou:
"Sempre levava comigo um dicionário. Após o espetáculo, costumávamos realizar uma festa. Os outros colegas relaxavam e bebiam vinho, enquanto eu precisava me focar e ouvir com atenção o que todos diziam, para tentar entender e acompanhar a convversa, o que era muito cansativo. Mas, uma vez que ultrapassei este obstáculo, tudo se tornou mais fácil."
Em 1º de outubro de 2009, durante a cerimônia comemorativa do 60º aniversário da fundação da República Popular da China, Dilber cantou "A Marcha da China" ao lado de outro famoso soprano, Dai Yuqiang. O evento possibilitou que mais chineses conhecessem a cantora de Xinjiang, dona de uma voz mágica. Dilber disse que esperou muito pela oportunidade de participar de uma ópera original chinesa e mostrar seus encantos aos espectadores domésticos. Quando foi convidada para fazer o papel principal de "Professora da aldeia", peça original apresentada no Teatro Nacional da China, Dilber ficou bastante excitada.
"O que é mais atraente para mim é que essa peça é um elogio às professoras de aldeias, que contribuíram tanto para a educação das crianças pobres. O progresso do nosso país depende da geração mais jovem. Devemos mostrar nosso respeito aos professores e divulgar seu espírito."
Como uma cantora bem sucedida, Dilber canta em diversos lugares do mundo e, por isso, seu tempo em família é limitado. Ainda assim, ela mantém uma atitude otimista: quando está no palco, tenta mostrar seu melhor aspecto e fazer o melhor para os espectadores. Atualmente, Dilber diz preferir uma vida relativamente estável e que quer voltar para casa. Ela ainda ponderou que, quando chegar o momento de se despedir dos palcos de ópera, ela não terá nenhum arrependimento.
(por Chen Ying)