He Shenglu e seus familiares vivem numa espaçosa habitação ao sopé de uma montanha. A casa foi construída por conta do governo local. Abandonando a espingarda, a família vive de sua horta de legumes e da criação de aves domésticas, além de receber do governo, como todos os Oroqens, um subsídio mensal.
Apesar da vida difícil, o casal nutre muita esperança no futuro. A primogênita, que se casou há alguns anos, volta de vez em quando para cuidar dos pais. A filha menor e o caçula estudam em uma escola secundária criada pelo governo voltada principalmente para os Oroqens, sendo isentas as anualidades e as despesas escolares. A esposa de He disse:
"Minha filha caçula é uma ótima aluna. Queremos enviá-la para Beijing depois que concluir o primeiro ciclo do ensino secundário".
Orgulho dos pais, a aluna do terceiro ano da escola secundária disse à nossa reportagem:
"Quero estudar na Universidade das Minorias Étnicas de Beijing. Depois de me graduar, voltarei à minha terra para transformá-la numa grande cidade".
Ela fala o Mandarim com fluidez e adora música. Nasceu e cresceu fora das montanhas. Mas, assimilou as memórias familiares e costuma passear nas montanhas quando se sente indisposta.
"Na montanha, tenho vontade de gritar. Sinto carinho pelas montanhas".