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O artilheiro dos Pampas, de Portugal, da Turquia...
  2009-05-08 14:47:47  cri

Por mais que se possa dizer que Jardel jamais marcará época no futebol brasileiro pela qualidade técnica de seu futebol, algo é inquestionável na biografia do matador: a incrível capacidade de fazer gols e se tornar artilheiro por onde passa. Mário Jardel Almeida Ribeiro, 30 anos, atualmente não vive grande momento no modesto Ancona, da Itália, mas pode se gabar por tantas passagens vitoriosas em grandes clubes brasileiros e do Velho Continente.

Apesar de desengonçado, Jardel tem um talento nato para fazer gols. Foi artilheiro por quase todos os clubes que passou - Vasco, Grêmio, Porto (Por), Galatasaray (Tur) e Sporting (Por) - e conseguiu terminar dez competições como maior goleador. "Nunca tive habilidade com a bola e sempre procurei compensar isso treinando as conclusões a gol", explica o atacante.

 

Aproveitando-se da estatura (1,87m), Jardel fez das cabeçad...as sua especialidade. Principalmente em função delas, conquistou prêmios como a Bola de Ouro, a Chuteira de Ouro e o título de maior goleador de todos os campeonatos do mundo em 1999, quando defendia o Porto.

Nascido em Fortaleza (CE), em 19 de setembro de 1973, o matador recebeu seu nome em uma homenagem da mãe, Maria de Fátima, ao ator de novelas Jardel Filho. Se a mãe contribuiu com o nome, o pai, César Ribeiro, deu-lhe os genes da paixão pelo futebol. O lado paterno da família vinha tentando há duas gerações formar um jogador profissional, sem sucesso.

O avô e um dos tios estiveram próximos do sonho, e jogaram nas categorias de base do Ferroviário, mas não foram capazes de seguir carreira. Depois de ser recusado pelo Ceará, aos 10 anos de idade, Jardel começou a treinar no próprio Ferroviário, onde ficou até se transferir para o Vasco, em 1991.

Por ironia do destino, um dos jogadores mais temidos pelos goleiros em todo o mundo, Jardel chegou a atuar na posição durante a infância. "Eu era o melhor goleiro do meu bairro e fui jogar nessa posição no Montese". Jardel tentou ainda o vôlei, em razão da vantagem que levava sobre os amigos pela altura. Mas a experiência não deu certo e ele investiu definitivamente na carreira de jogador. "Queria marcar gols e ser mais visto".

 

Disputando a Taça Rio de Janeiro de juvenis pelo Ferroviário, o centroavante encantou os olheiros do Vasco. Teve seu passe comprado por US$ 27.500. O bicampeonato brasileiro de juniores e a conquista do Mundial Sub-21, na Austrália, pela seleção brasileira lhe renderam o primeiro contrato profissional. "Diziam que eu seria o segundo Roberto Dinamite", relembra.

Mesmo marcando muitos gols, Jardel foi perseguido pela torcida vascaína. Desiludido, pediu para deixar o clube, pois queria se transferir para o Paysandu. Ao saberem da notícia, os dirigentes do Grêmio investiram no jovem atacante cruzmaltino, e conseguiram sua contratação por empréstimo, em 1995. Era o início da definitiva projeção nacional de Jardel. 

Em Porto Alegre, o matador encontrou a felicidade, que atendia, também, pelo nome de Luiz Felipe Scolari. O treinador montou um esquema tático especial para Jardel, que era servido por todos os companheiros de equipe. O artilheiro conquistou a torcida gremista com muitos gols e com a conquista da Copa Libertadores da América do mesmo ano. Terminou como principal goleador da competição sul-americana, com 12 gols.

Para ficar com o jogador em definitivo, o Grêmio teria de pagar ao Vasco US$ 1,2 milhão, valor considerado alto para a época. Para manter o ídolo, a diretoria do clube tricolor criou o slogan "Fica Jardel" e conseguiu arrecadar 10% do valor total. O fim de um ciclo marcado por glórias e gols nos Pampas havia chegado. O momento era de encantar os europeus com a marca de artilheiro.

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