Um cinema em Urumqi, capital da Região Autônoma Uigur de Xinjiang, noroeste da China, começou a recusar que crianças assistam a filmes não adequados para menores de idade.
A China não conta com um sistema de classificação indicativa, mas agora nada impede a sucursal da rede de cinemas China Film em Urumqi de classificar os filmes exibidos em seus seis telões como "G" ou "PG-13", significando a autorização do acesso dos espectadores de todas as faixas etárias ou a dos maiores de 13 anos, respectivamente.
A nova regra foi aplicada a partir de 3 de agosto, depois que o filme de terror chinês "A Casa que Nunca Morre" assustou jovens e incomodou outros espectadores.
"O nosso cinema situa-se em um bairro residencial, quer dizer, muitas crianças vêm para cá acompanhadas por seus pais, particularmente no verão quando eles têm férias durante dois meses", disse Yao Lin, gerente-geral do cinema.
Porém, a gerente admitiu que não foi nada fácil dar classficação indicativa para os filmes porque não havia nem bases jurídicas nem exemplos na prática.
Vendedores de ingressos deste cinema afirmaram que muitas pessoas ficaram confusas ou até zangadas ao ser impedidas de comprar ingressos daquele filme de terror para suas crianças. "Mas quando mostramos mais placas explicando a nova regra e incluímos a classificação indicativa de cada filme nas telas LED, a maioria dos pais mostraram compreensão e apoio", disse um membro da equipe do cinema.
Nos países com completo sistema de classificação indicativa, como os EUA e o Japão, as agências governamentais de censura e as comissões do setor assumem a responsabilidade pela classificação de filmes. Hong Kong também tem um sistema semelhante controlado por sua autoridade de censura de filme. Porém, a mesma coisa não existe na parte continental da China.
Conforme um memorando de entendimento que envolve as indústrias cinematográficas da China e dos Estados Unidos, mais filmes importados devem chegar aos cinemas chineses. Para os olhos de Yao, é justamente por causa disso que será mais importante do que nunca criar um sistema de classificação para orientar os pais.
por Xinhua