Hoje, vamos apresentar Jia Zhangke, um dos diretores chineses da 6º geração. Além disso, ele também é um excelente roteirista.
Jia Zhangke nasceu na província de Shanxi, no dia 24 de maio de 1970. Em 1991, ele passou a se interessar por cinema. Ele começou a querer ser diretor depois de ver o filme "Terra amarela". Em chinês, "Huang Tu Di", dirigido em 1984 por Chen Kaige, um dos diretores chineses de 5° geração. Em 1993, ele entrou no Instituto de Cinema de Beijing e estudou na faculdade de literatura. Durante seus estudos na escola, ele organizou um grupo com o objetivo de fazer prática em cinema.
Em 1995, ele dirigiu seu primeiro filme, "Xiao Shan Goes Home", ou "Voltar para casa". O filme conta a história de um jovem cozinheiro, Wang Xiaoshan, que trabalha em um restaurante de Beijing. Ele detesta seu trabalho e quer voltar para sua cidade natal. Despois de ser demitido pelo patrão, Wang decide procurar um companheiro da mesma cidade para voltarem juntos para casa. Esse filme tem duração de 57 minutos e ganhou um prêmio no Festival de Imagem de Hong Kong. Embora o filme tenha várias deficiências em produção, mostrou um sentimento verdadeiro ao público
Em 1997, Jia dirigiu outro filme, "Xiao Wu", em inglês, "Pick pocket". O filme conta a história do jovem Xiao Wu. Na história, ele é um ladrão que quer obter felicidade na vida. No entanto, tudo dá errado para ele. Xiao Wu perde o amigo, a namorada, o amor da família e até o respeito de outras pessoas. O filme reflete o confilto entre sonho e realidade e mostra uma observação cuidadosa sobre a vida. Esse filme estreou no dia 18 de fevereiro de 1998 no Festival de Berlim. Depois foi exibido em Singapura, França, Argentina e Taiwan. Por esse filme, Jia ganhou oito prêmios internacionais e foi conhecido como a "Esperança de filmes da Ásia".
Em 2000, Jia dirigiu o filme "Plataforma", que também foi escrito por ele. A história se passa no fim da década de 70 e no início da década de 80 do século passado e fala sobre a vida e o amor dos jovens daquela época. O cinema mescla mandarim com sotaque de província de Shanxi. Esse filme teve co-produção de Artcam International, da França, Office Kitano, do Japão, e Hu Tong Communications, de Hong Kong, e estreou no Festival de Veneza no dia 4 de setembro de 2000. No mesmo ano, a "Plataforma" ganhou os prêmios de melhor filme e de melhor direção no 22° Festival de Três Continentes da França.
Em 2001, Jia dirigiu o filme "Recinto Público", que não teve roteiro ou diálogos, com duração de 30 minutos. O filme mostrou espaços públicos como parada de ônibus, aeroporto, parque, hotel, bate-papo e atividade de pessoas nos diferentes lugares. Esse filme estreou no dia 28 de novembro de 2003.
De 2002 a 2004, Jia dirigiu dois filmes, "Unknown Pleasures", ou "Prazer desconhecido", e "Mundo". Prazer Desconhecido se refere a dois jovens com 19 anos de idade, cujos pais são desempregados. Os jovens levam uma vida sem objetivo e não sabem como enfrentar o futuro. Por fim, eles decidiram roubar um banco. O "Mundo" se refere a história de uma dançarina, Xiao Tao, que vive e trabalha no Parque Mundial de Beijing. Ela leva uma vida aborrecida no parque e busca várias formas de sair para o "Mundo". Esse filme foi escolhido para competir no 61º Festival de Veneza.
Em 2006, Jia dirigiu o filme "Still Life". No filme, os moradores de um antigo distrito precisam se mudar para outro local porque o local onde vivem será tomado por uma barragem. O filme ganhou o Leão de Ouro no 63° Festival de Veneza, e o prêmio de melhor direção no Festival Internacional de Hong Kong, em 2007.
Além disso, Jia fez quatro documentários em 2006, 2007, 2010 e 2011. Por exemplo, a "Lenda de Shanghai" mostra ao público a mudança de Shanghai durante 100 anos de história através de entrevistas com testemunhas. Esse filme ganhou o prêmio de melhor documentário no Festival de Dubai.
Em fevereiro deste ano, o embaixador holandês na China, Rudolf Bekink, concedeu o "Prêmio Príncipe Claus" a Jia Zhangke, em Beijing, com o objetivo de exaltar seu êxito no cinema mundial.