Desde 221 antes de nossa era a 1912, ano em que o último imperador chinês foi derrubado, os imperadores de todas as dinastias feudais da China consideravam seus enterros e suas tumbas como o símbolo do luxo de seus palácios depois de sua morte. Por isso, deixaram uma série de palácios e mausoléus imperiais preservados até hoje.
Em 2000, as Tumbas Xianling da Dinastia Ming(1368-1644) e as Tumbas do Leste e Oeste da Dinastia Qing(1644-1911), foram incluídas na Lista dos Patrimônios Culturais Mundiais da UNESCO.
Em seu conjunto, as tumbas imperiais se dividem em duas partes, subterrânea e terrestre. A parte subterrânea é o local das urnas funerárias e objetos pessoais, enquanto a parte em cima da terra é formada por construções como arco, entrada da tumba, palácios, pavilhões, monumentos, estátuas em pedras, pavimentos... Tudo para mostrar o poder supremo do imperador ou da família imperial.
O "feng shui" era muito difundido na China antiga, principalmente na opção do terreno, localização de construções ou de tumbas. Para os crentes dessas teorias, todos os motivos ambientais podem trazer ou felicidades ou azares a seus donos, familiares até a seus descendentes. O princípio de Harmonia entre o homem e a natureza é a essência de feng shui que foi adotado por antigos quanto por novos arquitetos.
A Tumba de Xianling situa-se nos subúrbios da cidade de Zhongxiang, província de Hubei, central da China, onde foram enterrados os pais do imperador Jiajing, da Dinastia Ming. Encostada numa montanha verde e voltada a um rio, a tumba situa-se num rico local. Os edifícios foram construídos paralelamente ao nível da montanha, muito bem ordenados e geometricamente distribuídos. A dimensão não é menor que a de tumba de imperador, tudo isso se deve ao filho, o imperador Jiajing.
Em 1521, o imperador Wuzong, o décimo imperador da Dinastia Ming, morreu sem deixar um herdeiro para o trono. Foi escolhido um sobrinho dele para ser imperador com o título de Jiajing. O novo imperador, resistindo às oposições de seus ministros, insistiu em construir uma nova tumba luxuosa para seu pai de sangue, já morto, como se fosse um ex-imperador, com direito a um palácio subterrâneo e uma rota divina em forma de dragão.
A Dinastia Qing (1644-1911) foi a última dinastia feudal chinesa. As Tumbas imperiais se encontram a 100 quilômetros, respectivamente, a leste e oeste da capital Beijing. Por isso, são conhecidas como as Tumbas do Oeste e do Leste da Dinastia Qing.
Em comparação com outras dinastias anteriores, a seleção do local para as tumbas foi mais rigorosa, impregnando a teoria de harmonia, harmonia entre o homem e a natureza em seu ambiente ao redor, harmonia entre construções e a natureza. Por outro lado, as construções são mais solenes e magníficas. Além disso, foi regulamentada que se a imperatriz viesse a morrer antes do imperador, poderia ser enterrada na mesma tumba com o imperador. Se morresse depois, deveria ser enterrada numa outra tumba menor que a do imperador.
As Tumbas do Leste da Dinastia Qing, se situam no sopé da Colina Changrui, no município de Zunhua, província de Hebei. Encontram-se bem distribuídas 15 tumbas, para cinco imperadores, 4 imperatrizes, 5 concubinas e uma princesa. Segundo a ordem e classificação feudal, a pessoa mais importante ocupa a posição central e assim sucessivamente.