Algumas lojas e oficinas das avenidas principais ainda mantêm-se seus estilos arquitetônicos antigos entre os séculos 17 e 19, o que mostrando uma época mais prospera de Pingyao na história econômica chinesa. Durante as Dinastias Ming e Qing, comerciantes da província de Shanxi mantiveram suas atividades comerciais em todo o país, até a Rússia, Japão e Irã, sendo por isso, o comércio da região ficou em primeiro lugar da China. Tomamos o exemplo do setor de produção de matérias de cores, filiais do setor de Shanxi espalhavam-se por todo o país. A movimentação de capital tanto da companhia, como de suas filiais e clientes era tão grande que a antiga forma de remeter dinheiro à escolta já não podia a atender, pois, menos segurança, muito trabalho e duração. Por isso, em 1824, apareceu a oficina de Rishenchang em Pingyao, primeiro banco privado da China. O banco funcionava com câmbio de prata e depósitos privados, como o precursor do banco chinês moderno.
Rishenchang situa-se na Avenida oeste de Pingyao. Até segunda metade do século 19, Pingyao tornou-se o centro financeiro da China. Naquela época, funcionavam em todo o país 51 bancos, dos quais 22 encontravam-se em Pingyao, principalmente nessa avenida de 400 metros de extensão. Pode-se perceber ainda essas oficinas bancárias com pátios no fundo e lojas em frente da rua. Aparentemente, todas as construções bancárias são simples, porém, a prosperidade antiga e sua evolução por cem anos estão incrustadas em seus tijolos e pavimentos.
Ao obter maiores ingressos e riquezas, os pingyaos também enriqueceram sua cidade com residências e construções urbanas. As residências são em geral de tijolos cinzentos e em forma de casas com um pátio central. A parte central é dos donos, as partes dos dois lados são, em sua maioria, de construção de madeira.
As riquezas e seu sabor de vida deixaram seus vestígios em cada pintura, cada escultura de pedra e de madeira de suas construções, tal como em portas, janelas e pilares e vigas. Mesmo sendo gravuras, esculturas de propícios, mas, cada família, cada estilo, dependendo de sua profissão ou carreira, seja rico seja pobre.
Os mais ricos com residência cercada de muro excluíam toda a desordem fora da casa. Outros também formavam seu pátio tranqüilo, um mundo familiar. A tradição de quatro gerações viver sob o mesmo teto continuava em pátios de Pingyao, onde o respeito aos mais velhos, cerimônias e ritos contribuíam para manter a estabilidade e harmonia da grande família. Se passear pela rua, seja diante do portão muito requintado de granito ou mármore, seja de madeira pintada, cenas de vida tradicional chinesa são bem evidentes.
Na cidade de hoje, ainda existem 3797 residências quadrangulares com pátios no centro, das quais, mais de 400 são bem preservadas, o que nos trouxe a história da prosperidade da região durante as Dinastias Ming e Qing.
Foram incluídos na lista de patrimônios culturais da UNESCO ainda o Templo Zhenguo e Shuanglin, próximos da cidade de Pingyao.
A 15 quilômetros do norte da cidade de Pingyao, o Templo Zhenguo foi construído entre os anos 907 e 960, o período dos cinco dinastias, com o pavilhão principal Wanfo (dez mil budas) que é uma das obras arquitetônicas de madeira mais antigas da China, na qual, as pinturas e afrescos são da época mesmo, o que é raramente encontrado no país.
O Templo Shuanglin encontra-se a seis quilômetros a sudoeste da cidade com uma história de 1400 anos. Com 1566 estátuas coloridas, o Templo é considerado como "Tesouro de esculturas pintadas da antiguidade chinesa" tanto na quantidade como na qualidade artística. As esculturas pintadas são de diferentes dimensões, a maior com altura de 3 metros, enquanto a menor com apenas 30 centímetros.