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A antiga cidade de Lijiang
  2009-11-06 13:39:34  cri

A maioria da população da cidade de Lijiang é da etnia Naxi. Segundo a história, seus antecedentes eram veneradores da natureza, tendo considerado aves e animais como seus deuses. Segundo a sutra Dongba, o ser humano e o Deus Shu da natureza são irmãos com mesmo pai e mãe diferente. Shu administra a natureza, como montanhas, florestas, rios, lagos e faunas. Eram ótimos, porém, ambiciosos destruíram florestas, poluíram rios e caçaram animais. Shu, zangado, decidiu vingar-se do ser humano. Foi por isso que a humanidade passou a ter epidemias, enchentes e terremotos, calamidades naturais. Mais tarde, o ser humano passou a rogar uma vez por ano a Shu para que proteja a humanidade.

Para os naxis, onde nasce o rio vive o Shu. Por isso, eles proíbem a poluição de água e desmatamento de florestas, até proíbem gritos perto do rio. Por toda a cidade, veêm-se muitas lápides, onde são inscritos ordens para que tratem bem as montanhas, árvores e água.

Também são espalhados poços na cidade. Porém, cada poço possui três bocas: uma para beber, outra para lavar legumes e a última para lavar outras coisas. Uma tigela é indispensável ao lado do poço, pois facilita a vida dos viajantes que estão com sede. Uma tigela demonstra a cordialidade daquela cidade.

Os habitantes de Lijiang, tradicionalmente, lavam as ruas. Quando acaba a feira, eles bombeavam as águas do rio por todas as ruas, uma limpeza coletiva e natural. Agora, a tradição acabou, mas todos ainda mantêm o hábito de limpar a região onde moram. Por isso, a cidade é tão limpa que se pode perceber as cores dos seixos.

As mulheres trabalharem como domésticas e os homens trabalharem menos constitui uma tradição da etnia Naxi. Segundo os costumes étnicos, as mulheres trabalham em casa muito mais que homens e, só quando velhas, podem descansar um pouco. Tal tradição reflete-se nos bordados das roupas com desenhos de estrelas, sol e lua, o que significa que elas têm de trabalhar dia e noite. Porém, elas resignam-se diante de tudo isso, vivendo serena e tranqüilamente.

Homens, vivendo mais folgadamente, eram mais propensos a escrever poemas, caligrafias, pinturas e composições. Para eles, é mais importante desenvolver e promover a cultura de sua etnia. Por isso, por onde que passa, se pode ouvir melodias tocadas com instrumentos tradicionais. Mesmo nas áreas rurais, quase todas as aldeias têm suas orquestras folclóricas. As composições da etnia Naxi são qualificadas como fósseis das músicas antigas, pois tocam ritmos e pautas com mais de mil anos, o que é raramente visto em outras regiões da China.

A feira de flores constitui um outro aspecto da cidade de Lijiang. Plantar flores no pátio é uma outra cultura de Lijiang. Eles podem conversar e tomar chá por entre flores no pátio, curtindo uma vida de muita paz. Além disso, festejos caseiros ou piqueniques no campo são os convívios sociais prediletos entre os amigos e familiares.

Alguém anotou uma conversa entre um jornalista estrangeiro e um idoso local:

"Não acha que o ritmo da vida daqui é lento demais?".

"Todos se dirigem para o ponto final de sua vida desde seu nascimento, para que caminhar tão rápido?" o velho lhe respondeu.

Os naxis mantêm sua cultura "Dongba" misteriosa com escrita, sutra, pintura, música, dança, armas e ritos religiosos. A cultura "Dongba", em língua Naxi, significa "sabedoria" ou "mestre", era transmissor da religião Dongba, a fina flor de sua cultura que dominava os hieróglifos primitivos e assimilava os sutras.

A

escrita Dongba é a única escrita hieroglífica ativa do mundo. Segundo especialistas, em todo o mundo, só a etnia Naxi consegue retratar sua cultura histórica com escrita hieroglífica. Estão protegidas mais de 20 mil volumes de tais obras, respectivamente arquivadas nas bibliotecas e museus chineses e de alguns países europeus e americanos. Trata-se de uma enciclopédia da sociedade antiga da etnia Naxi.

Conhecido como pai dos estudos sobre a naxilogia, o sociólogo norte-americano Joseph Lock viveu 27 anos na região de Lijiang desde 1923. Nos últimos anos de sua vida, ele escreveu para amigos, dizendo que "preferia morrer por entre flores da montanha nevada a sofrer solitário e tristemente na cama do hospital..."

Lijiang é um lugar que ninguém pode esquecer. Em 1997, ela foi incluída na lista de patrimônios mundiais.


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