A Chang'e-5, parte importante da terceira fase do programa lunar da China, trará amostras de rochas da Lua para a Terra, "um momento histórico" para a China, segundo Ye.
O programa lunar da China é composto por três etapas. A segunda foi concluída depois que a sonda lunar Chang'e-3 fez uma aterrissagem suave em 14 de dezembro do ano passado, com o primeiro veículo lunar do país, Yutu ("Coelho de Jade"), a bordo.
Mas o Yutu teve um problema mecânico e os cientistas continuam fazendo reparos.
Ye disse que a missão Chang'e-3 ajudou a China a compreender melhor o ambiente lunar e pavimentou o caminho para as novas explorações.
Como a sonda de apoio da Chang'e-3, Chang'e-4 não repetirá a missão, mas fará algo mais "inovador e significativo", disse Ye, sem dar mais detalhes.
A missão Chang'e-5, mais sofisticada, incluindo uma amostragem não tripulada e um retorno, requer avanços tecnológicos que lhe permitam uma decolagem da área da Lua, um encapsulamento de amostras, um encontro e um acoplamento na órbita lunar, assim como um retorno de alta velocidade à Terra.
Para assegurar que a missão de retrono seja um sucesso, uma sonda de teste da Chang'e-5 será lançada este ano para ensaiar a rota, revelou Ye.
As missões Chang'e-1 e Chang'e-2 foram realizadas em 2007 e 2010, respectivamente.
Lançado em 1 de outubro de 2010, o primeiro asteróide artificial chinês, Chang'e-2, está agora a 70 milhões de quilômetros da Terra e continua entrando no espaço profundo.
Ye assinalou que o asteróide poderá viajar até 300 milhões de quilômetros da Terra.
Apesar de ser uma recém-chegada ao desenvolvimento espacial, a China experimentou um progresso constante nos últimos anos. É o terceiro país, depois dos Estados Unidos e da Rússia, que obteve a capacidade necessária para atividades fora do veículo e do acoplamento espacial.
por Xinhua