No momento seguinte percebi que estava em um novo cenário, e me deparei com a exuberância do lago das Nove Aldeias, o qual possuía águas tão límpidas que pareciam o espelho dos céus. Os galhos das árvores balançavam com o vento de forma bela e harmoniosa, transformando suas folhas em protagonistas de um inesquecível espetáculo. Escutei o som de músicas e logo vi mais à frente um grupo de tibetanos que realizavam danças folclóricas expressando sua alegria.
Ao me dar conta andava agora pelas ruas de uma antiga cidade, a qual possuía magnífica arquitetura e um inestimável valor histórico. Olhei para o seu presente e pude reencontrar seu passado através de seus mais singelos detalhes. Quando anoiteceu, as luzes das lanternas de variadas cores transformavam a noite em um belo retrato. Um teatro de sombras contava através de suas imagens uma lenda local. Tão próximo daquela cultura, vi-me ali mesmo naquele momento.
Tal como o bambuzal é um paraíso para o panda, Sichuan é o paraíso nos olhos e imaginação de um poeta, que imortaliza o momento vivido para sempre. Quando sonhei que estava lá vi tantas belezas que nem pude contar, ao acordar somente desejei profundamente que um dia as pudessem encontrar.



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