A comunidade internacional vem expressando uma forte reação frente ao lançamento do satélite da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) nesta quarta-feira (12). O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano afirmou através da Agência de Notícias Central que o país continuará exercendo seu direito de explorar pacificamente o aeroespaço, sejam qual forem as palavras dos que chamou de "forças hostis".
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lamentou o lançamento do satélite da RPDC, que ignorou o apelo unânime da comunidade internacional. Para ele, a RPDC viola a resolução nº1874 do Conselho de Segurança. No mesmo dia, o CS declarou à imprensa que condena a atitude da RPDC e que realizará conversações sobre o assunto.
Uma declaração publicada nesta quarta-feira pela Chancelaria russa diz que o ato da RPDC exercerá uma influência negativa à situação do Nordeste Asiático.
O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional da Casa Branca, Tommy Vietor, classificou o lançamento do satélite da RPDC como uma "ação de grande provocação". Ele afirmou que os EUA vão continuar a cooperação com os países do sexteto sobre a questão nuclear coreana, com o Conselho de Segurança e com outros países membros da ONU, e vão adotar ações adequadas. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou que o país e os parceiros garantirão que a RPDC receba punições devido ao lançamento do satélite mais uma vez.
O ministro das Relações Exteriores e do Comércio sul-coreano, Kim Song-hwan, declarou que o ato da RPDC viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Ele afirmou que a atitude norte-coreana é uma ameaça para a paz e a segurança da Península e da comunidade internacional, e que o país deve sofrer sanções rigorosas.
O secretário-chefe do gabinete do Japão, Osamu Fujimura, afirmou ontem numa coletiva extraordinária, que o ato norte-coreano prejudica a paz e a estabilidade regional. O chanceler japonês, Koichiro Genba, disse que o país pode pedir ao Conselho de Segurança que aprove uma nova resolução sobre o lançamento de satélite norte-coreano e adote medidas rigorosas contra o país.
Também ontem, a alta representante encarregada das políticas diplomáticas e de segurança da União Europeia, Catherine Ashton, condenou a RPDC por lançar o satélite e disse que a entidade está pensando em ampliar as sanções contra o país.
O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado da Atlântico Norte), Anders Rasmusen, declarou que o ato provocativo agrava a tensão regional e deixa a Península Coreana numa situação mais inestável.
Hong Lei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse nesta quarta-feira que o país lamenta o lançamento do satélite da RPDC. A China trabalha sempre pela paz e a tranquilidade duradora da Península Coreana, através do diálogo. O país deseja que todas as partes envolvidas mantenham a calma para defender a paz e a estabilidade regional.
Tradução: Florbela Guo
Revisão: Luiz Tasso Neto



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