Durante o 11º Diálogo de Shangri-La, que se encerrou neste domingo (3) em Cigapura, a estratégia militar dos EUA de "retorno à Ásia" e as relações sino-norte-americanas chamaram a atenção de todos.
O secretário de Defesa norte-americano, Leon Panetta, afirmou na reunião que os EUA manterão sua presença militar na região Ásia-Pacífico, ao mesmo tempo que reforçarão as relações com os parceiros da região. Até 2020, a distribuição dos navios de guerra da Marinha norte-americana será de 40% no Atlântico e 60% no Pacífico. Atualmente, é 50%-50%. Com isso, subirá para 6 o número de porta-aviões dos EUA no Pacífico.
Na ocasião, Panetta disse que é natural que as relações militares entre China e EUA tenham altos e baixos. Porém, ele também indicou algumas áreas de desafio comum em que os dois países podem cooperar, tais como, resgate humanitário, luta contra piratas, entre outras.
O chefe da delegação chinesa no Diálogo de Shangri-la, Ren Haiquan, apontou que as palavras de Panetta mostram que os EUA dão importância às relações com a China, têm vontade de reforçar as cooperações em defesa, política e diplomacia, e também refletem a procura estratégica do país. Segundo ele, se os EUA tratarem prudentemente as relações bilaterais, tais relações, bem como a situação regional e mundial se desenvolverão rumo a uma boa tendência.
O Diálogo de Shangri-la, também conhecido como Conferência de Segurança da Ásia, foi criado pelo Instituto de Estudo de Estratégias Internacionais, uma instituição think-tank com sede em Londres.
Tradução: Florbela Guo
Revisão: Luiz Tasso Neto



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