A esposa de Carlos Gomes, ex-premiê da Guiné-Bissau e candidato à presidência do país, informou ontem (13) à imprensa que o marido está em poder dos militares que realizaram o golpe de Estado.
Os militares golpistas justificaram ontem em nota que ação visava evitar o sucesso de um acordo secreto entre os governos da Guiné-Bissau e de Angola, que tinha como objetivo tirar do poder Antônio Indjai, chefe do Estado Maior da Tropa da Guiné-Bissau, que tem o apoio dos militares.
No mesmo dia, a Comunidade Econômica dos Países no Oeste Africano publicou um comunicado no qual condena veementemente o golpe de Estado na Guiné-Bissau. O documento pede ainda a imediata retomada da ordem constitucional para garantir a realização do segundo turno da eleição presidencial.
A embaixatriz norte-americana na ONU, Susan Rice, condenou o golpe em nome do Conselho de Segurança da ONU, presidido por ela este mês, e pediu a libertação imediata do presidente interino e do ex-premiê do país, além de exigir contenção das partes envolvidas.
Tradução: Xia Ren
Revisão: Débora Portela



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