O ministro do Interior da Síria divulgou na segunda-feira (27) a aprovação da proposta da nova constituição nacional, com 89,4 % de índice de apoio em plebicito realizado no último final de semana. Segundo a Agência de Notícias da Síria, a nova constituição já foi assinada pelo presidente Bashar al-Assad.
Entre as principais mudanças previstas pelo documento estão a adaptação do sistema de cooperação multipartidária e participação direta da população na eleição presidencial. Segundo a nova constituição, o presidente pode ser reeleito apenas uma vez e cada mandato será de sete anos. No mesmo dia, a 19ª reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU decidiu realizar um encontro de emergência, a acontecer no dia 28, para discutir a situação dos direitos humanos na Síria.
A notícia repercutiu em diversos países. No mesmo dia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hong Lei, afirmou em Beijing que o governo chinês espera que a decisão dos sírios impulsione o processo de reforma nacional e promova diálogos políticos. Ele ainda disse ter expectativa de que o documento defenda os interesses fundamentais e reflita as demandas da população local. Além disso, o chanceler chinês, Yang Jiechi, salientou que a solução da questão síria por meio de diálogo pacífico vai ao encontro dos interesses comuns dos sírios e da comunidade internacional.
O chanceler russo, Sergey Lavrov, manifestou que a alteração da constituição é assunto interno da Síria e outros países não podem intervir. Ele elogiou a votação popular do país, acrescentando que representa um progresso dos sírios em direção à democracia e também um passo importante no processo de reforma.
Alguns países árabes e ocidentais, no entanto, manifestaram opiniões negativas, como França, EUA e Reino Unido, que acreditam que o resultado da consulta popular seja uma intriga do poder de Bashar Al-Assad, atual presidente da Síria.
Ainda na segunda-feira, a reunião dos chanceleres da UE decidiu ampliar as sanções à Síria. O conteúdo das punições incluem congelamento dos bens do Banco Central do país asiático nos países europeus, proibição de visto de entrada para sete funcionários sírios e congelamento de seus bens, proibição de entrada de aviões de carga da Síria em países da UE e proibição de importação de ouro da Síria.
Tradução Xia Ren
Revisão Miguel Torres



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