A comunidade internacional pede a transferência de poder na Líbia o mais rápido possível, depois de a oposição anunciar na segunda-feira (22) o controle da maior parte da capital Trípoli.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou, na sede da entidade em Nova York, que o fim dos conflitos e a concretização da transição são prioridades. Ele pediu que as tropas de Gaddafi suspendam a violência imediatamente.
Ainda na segunda-feira, o presidente norte-americano Barack Obama discursou afirmando que o poder de Gaddafi será derrubado, mas a situação do país ainda ficará instável. Além disso, garantiu que não vai enviar tropas terrestres ao país. Segundo informações confirmadas pelos EUA, Gaddafi não deixou a Líbia.
A alta representante da União Europeia (UE) para a política externa e segurança, Catherine Ashton, declarou que já chegou o momento final do poder do líder líbio. A entidade espera que a "Comissão Nacional de Transição" e as forças armadas da oposição garantam a segurança dos civis e salvaguardem a paz e a estabilidade do país.
Outras manifestações oficiais pelo mundo sugerem a renúncia de Gaddafi. A residência presidencial da França anunciou que continuará apoiando a "Comissão Nacional de Transição" e espera que as tropas de Gaddafi se rendam ao poder legítimo líbio.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, assinalou que o líder líbio deve suspender imediatamente os ataques, sem exigir pré-condições..
A residência presidencial da Itália também pediu que Gaddafi suspenda todas as "resistências inválidas".
A chancelaria russa disse ter esperança de que a oposição líbia passe a controlar o poder.
A Liga Árabe declarou que vai se reunir com a "Comissão Nacional de Transição" da Líbia.
Já o presidente venezuelano, Hugo Chavez, na contramão de grande parte da opinião da comunidade internacional, acusou os Estados Unidos e a União Europeia de estarem destruindo Trípoli.
A União Africana realizou uma reunião de emergência no início desta semana para discutir a situação da Líbia.
A Organização Internacional para Migração afirmou na segunda-feira que enviou a Trípoli um navio com capacidade para 300 passageiros para realizar a retirada de estrangeiros da Líbia.
por Wu Yichen