O presidente chinês, Hu Jintao, afirmou hoje (1) em Shanghai que o povo chinês continuará a promover o processo de paz no Oriente Médio, a fim de almejar a paz geral, justa e duradoura na região o mais cedo possível.
O líder chinês fez tal afirmação durante o encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que veio à China para participar da cerimônia de inauguração da Expo Mundial.
Hu salientou que a questão do Oriente Médio ainda está muito complicada, mas a paz é a tendência geral e sua negociação é inevitável. A fundação do estado independente da Palestina e a coexistência pacífica com Israel só podem ser realizadas se baseadas nas resoluções da ONU e nos princípios de "terra para paz", "mapa de rota" e "proposta de paz árabe", disse o presidente chinês.
Hu também disse que apesar de a China se encontrar geologicamente distante da Palestina, os dois povos têm uma amizade profunda. Ao deparar-se com a nova situação internacional, a parte chinesa busca intensificar as cooperações de diversas áreas com a Palestina e promover ainda mais a relação sino-palestina de cooperação amistosa. O governo e o povo da China apóiam firmemente o povo palestino na luta pelos seus próprios direitos, bem como em todos os esforços para fundar um estado independente. Além disso, as duas partes devem consolidar o intercâmbio humano, cooperação econômica e a comunicação na área cultural, enfatizou Hu.
Por sua vez, Abbas afirmou que aprecia muito a relação de cooperação amistosa com a China, e concorda completamente com as sugestões de Hu em promover as relações bilaterais. A Palestina sempre se destinou a fundar um país independente e quer negociar com Israel baseando-se na "proposta da paz árabe" e nas resoluções da ONU. "A China desempenha um papel positivo e construtivo na questão do Oriente Médio e a Palestina busca manter a discussão e comunicação com Beijing neste assunto", reiterou Abbas.