Foi inaugurado hoje (10) na província de Hainan, sul da China, a edição deste ano do fórum de Bo'ao, que tem como tema a "Recuperação Verde: Escolha Prática do Desenvolvimento Sustentável da Ásia". O vice-presidente chinês, Xi Jinping, afirmou na cerimônia de abertura que, para concretizar o desenvolvimento verde e sustentável da Ásia e do mundo, os países asiáticos devem coordenar seu desenvolvimento econômico e socioeconômico à proteção ambiental. E a China está disposta a dar suas contribuições aos países asiáticos. Ouça agora a reportagem.
O Fórum de Bo'ao, realizado desde 2001, tem como objetivo promover as metas de desenvolvimento dos países asiáticos através da integração da economia regional. Diante das circunstâncias de revitalização gradual, mas ainda instável, da economia da Ásia, os líderes participantes do evento visam o desenvolvimento coordenado entre economia, sociedade e meio ambiente, além de superar a crise financeira global.
O vice-presidente chinês, Xi Jinping, afirmou no discurso feito na cerimônia de inauguração que, desde a adoção da política de reforma e abertura 30 anos atrás, a China concretizou um rápido crescimento econômico com taxa média anual de 9,8% que, entretanto, sacrificou o meio ambiente e os recursos naturais. Tal fato pede a transformação do modelo de desenvolvimento econômico, a elevação da eficiência e a promoção do desenvolvimento verde e sustentável.
"A China foi o primeiro país em desenvolvimento a aprovar a Agenda 21 e elaborar o Programa de Trabalho Complexo de Redução das Emissões e Economia Energética e o Programa Estatal de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. Até o final de 2009, o consumo energético por unidade do PIB havia sido reduzido em 14,38% durante o período do 11º Plano Quinquenal de desenvolvimento. Já os valores da demanda química por oxigênio e o volume das emissões de dióxido de enxofre sofreram uma queda de 9,66% e 13,14%, respectivamente, equivalente à redução de 900 milhões de toneladas de dióxido de carbono."
Segundo o vice-presidente chinês, Xi Jinping, a partir de 2007 a China passou a eliminar os mecanismos obsoletos de produção e desenvolver energias limpas. Em 2009, a China foi a líder mundial em capacidade total de geradores de eletricidade hidráulica, de instalações de eletricidade nuclear em construção, em área de captação de calor para aquecedores movidos a energia solar, e em geração de eletricidade fotovoltaica.
Xi Jinping afirmou que a China tem adotado uma atitude positiva e severa no reforço de capacidade do país de enfrentar as mudanças climáticas. Ele disse que as ações reais tomadas pela China na busca por transformar o modelo de desenvolvimento econômico e reajustar a estrutura econômica beneficiam também a todo o mundo.
"Para a China, o enfrentamento às mudanças climáticas está intimamente relacionado a todos os países, que devem assumir suas responsabilidades quanto à situação do planeta. A China está na fase crucial da construção de uma "sociedade modestamente confortável" e da aceleração da industrialização e urbanização, que ocupam papéis determinantes no desenvolvimento econômico e na melhoria das condições de vida da população. Apesar disso, estamos determinados a participar das ações de enfrentamento às mudanças climáticas com base no princípio da "responsabilidade comum, mas diferenciada"."
O vice-presidente chinês sugeriu ainda que os países asiáticos acelerem a exploração de técnicas de baixo carbono e alta eficiência, elevem a proporção de energias novas e renováveis, além de persistir nas cooperações e diálogos regionais sobre o tema. Xi apelou aos países asiáticos para que promovam conjuntamente o desenvolvimento sustentável da região.
"Persistência nas cooperações pragmáticas e concretização dos benefícios recíprocos constituem uma escolha obrigatória a todos os países asiáticos. Diante dos desafios impostos pela crise financeira global, mudanças climáticas e segurança dos recursos energéticos, nenhum país vai conseguir, de forma isolada, enfrentar ou evitar esses desafios. Por isso, é preciso reforçar as coordenações em políticas macroeconômicas e promover cooperações entre indústrias emergentes, especialmente nas áreas de redução das emissões, economia energética, proteção ambiental e novas energias, para impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável da Ásia e do mundo."




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