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China quer incrementar confiança e cooperações com o mundo, diz chanceler chinês
  2010-03-07 15:49:49  cri
 A China vai promover neste ano uma diplomacia integral, e está disposta a incrementar a confiança e as cooperações com o mundo, além de fazer, dentro do seu alcance, maiores contribuições para a paz, e a estabilidade e desenvolvimento de diferentes regiões do mundo. Foi o que disse hoje (7) o chanceler chinês, Yang Jiechi, na coletiva de imprensa promovida durante a 3ª sessão nacional da 11ª Assembleia Popular Nacional da China, o supremo órgão legislativo chinês.

Durante a coletiva, que durou cerca de duas horas, Yang Jiechi respondeu a perguntas envolvendo a diplomacia chinesa, as relações sino-norte-americanas, o relacionamento com a Rússia, a cúpula do G20, a questão nuclear da península coreana, entre outros assuntos de destaque. Para Yang Jiechi, o ano de 2010 é importantíssimo, pois o mundo continua a luta contra a crise financeira e promove a recuperação econômica. A China, segundo Yang, vai continuar preservando os interesses ligados com a soberania, a segurança, e o desenvolvimento nacional, além de implementar uma política diplomática integral.

"Gostaria de destacar que, neste ano, o governo vai aproveitar bem a realização de diversas cúpulas e da Expo Mundial de Shanghai, e criar um ambiente externo favorável à preservação da estabilidade, ao desenvolvimento e ao reajuste da estrutura econômica do país", disse Yang.

Mais de 190 países e 50 organizações internacionais já confirmaram participação da Expo Mundial de Shanghai, a ser realizada em maio deste ano. O evento deve atrair centenas de líderes e políticos de peso, e milhões de visitantes estrangeiros. Yang Jiechi destacou que esta é a primeira vez que um país em desenvolvimento sedia a Expo Mundial, um evento que envolve não apenas economia, socidade, cultura, e ciência e tecnologia, mas também a diplomacia. Será uma excelente oportunidade para a China aprender com o mundo e outras nações.

Sobre a relação sino-norte-americana, Yang Jiechi afirmou que os Estados Unidos efetuaram, nos últimos tempos, uma série de atos, inclusive a venda de armas à ilha de Taiwan e o encontro com Dalai Lama. Para ele, os EUA violaram os três comunicados conjuntos e o princípio definido na Declaração Conjunta Sino-Americana, além de prejudicar os interesses da China e o relacionamento bilateral.

"É urgente que os Estados Unidos tomem uma atitude série ao avaliar a postura chinesa, que respeitam os interesses chave e as maiores preocupações do país, além de tratar com prudência das questões sensíveis, a fim de promover a retomada do desenvolvimento estável das relações sino-americanas", afirmou o chanceler chinês.

Yang Jiechi respondeu também às perguntas sobre o relacionamento com Rússia, Japão e Europa. Segundo ele, o conhecimento mútuo constitui a base para se desenvolver relações entre diferentes nações. Ele expressou especialmente o desejo de que o mundo abandone os preconceitos ideológicos ao observar a China.

O comportamento da China ao enfrentar a crise financeira internacional em 2009 foi bem aplaudido pelo mundo. O chanceler chinês apontou que o mecanismo do G20 desempenhou um papel importante na luta global contra a crise. Sobre as duas cúpulas do bloco a serem realizadas este ano, no Canadá e na Coréia do Sul, Yang Jiechi afirmou que a conclusão da reforma das instituições financeiras mundiais, a resolução do desequilíbrio no desenvolvimento da economia mundial, o reforço da coordenação para tomada de políticas macroecnômicas e a oposição ao protecionismo comercial devem ser o destaque das pautas das duas reuniões.

"Neste ano, o G20 deve firmar regras e regulamentos para seu funcionamento. Estamos dispostos a trabalhar junto com outras partes para que o bloco desempenhe um papel maior na promoção da administração sobre a economia mundial", avaliou Yang.

Para o especialista em assuntos internacionais, Jia Qingguo, a diplomacia chinesa, que manteve um comportamento excelente no ano passado, deve continuar a brilhar em 2010, apesar do surgimento de novos problemas e desafios.

"Para mim, a China vai persistir na sua política externa, que apoia cooperações globais no enfrentamento dos problemas provocados pela globalização, e dará maiores contribuições para a preservação da paz e da estabilidade mundial, e para a prosperidade econômica", opinou Jia.
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