Lula criou duas novas reservas de extração e um parque natural que somam cerca de 2,6 milhões de hectares de zonas ambientais protegidas. Trata-se das reservas de extração do Médio Xingu (303.800 hectares) e Ituxi (776.900 hectares), nos estados do Pará e do Amazonas, e do Parque Nacional de Mapinguari (1,6 milhão de hectares), no Amazonas.
As áreas foram declaradas como reservas, segundo o Governo, para preservar ecossistemas de grande importância e em desenvolvimento do Plano Amazônia Sustentável e das políticas voltadas a combater o desmatamento da região amazônica.
"Nos últimos quatro anos, além dos 2,6 milhões de hectares de hoje, foram criados 20 milhões de hectares de unidades de conservação e homologados 10 milhões de hectares de terras indígenas na Amazônia", disse Lula no discurso pronunciado durante o ato.
Ao contrário dos parques naturais e das reservas ambientais, nas chamadas reservas de extração o Governo federal concede às famílias que habitam nessas áreas o direito de explorar artesanal e de forma sustentável as frutas e recursos da floresta.
Estas reservas de extração estão próximas de locais que são devastados por madeireiros e colonos para que sirvam como cinturões de contenção ao desmatamento.
Segundo números do Ministério do Meio Ambiente, desde que Lula assumiu a Presidência pela primeira vez, em janeiro de 2003, o Governo criou cerca de 30 milhões de hectares de reservas ambientais, o que equivale a mais da metade das áreas sob proteção federal existentes hoje no Brasil.
Um relatório divulgado na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) assinalou que, incluindo todas as áreas de conservação, os parques e as reservas nacionais, o Brasil possuía até ano passado um total de 71,3 milhões de hectares de áreas protegidas.
Essa extensão, em sua maioria na Amazônia, equivale a 8,3% do território do país, contra 6,5% de 2003, quando as áreas protegidas somavam 55,3 milhões de hectares.
Na mesma cerimônia, Lula assinou um projeto de lei enviado hoje à votação no Congresso para criar a Política Nacional de Mudanças Climáticas.
A iniciativa estabelece objetivos, princípios, diretrizes e instrumentos para pôr em execução o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, desenhado por sete ministérios e debatido em um fórum com ONGs e representantes de centros científicos.



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