Foi inaugurado ontem (19) em Beijing, o Seminário de Parceria Estratégica Sino-Européia organizado pela Academia de Diplomacia Popular da China. O vice-premiê chinês, Li Keqiang, afirmou na cerimônia de abertura que sendo duas forças importantes na comunidade internacional, China e Europa têm responsabilidades importantes na manutenção da paz e no desenvolvimento do mundo. Um maior desenvolvimento das relações bilaterais não só corresponde aos interesses de ambas as partes, como também possui significado global. Ouça agora a reportagem.
As relações sino-européias sempre ocuparam uma posição importante dentro das relações entre China e o exterior. Desde o início de tal relacionamento há 60 anos, ambos vêm promovendo cooperações estreitas nas áreas política, econômica, social e cultural. Nos últimos anos, com os esforços de ambas as partes, as relações sino-européias progrediram muito. De 1998 a 2003, o vínculo entre a China e a Europa passou por três etapas, de parceria construtiva à parceria total até parceria estratégica.
O vice-premiê chinês, Li Keqiang, afirmou na cerimônia de abertura do fórum que diante da atual situação, um maior desenvolvimento das relações sino-européias guarda um significado global.
"A China e Europa são participantes ativos da globalização econômica. Diante do aumento de oportunidades e desafios, os interesses são cada vez mais amplos e a exigências para o estabelecimento de cooperações vêm crescendo. Um maior desenvolvimento das relações sino-européias não só corresponde aos interesses fundamentais de ambas as partes, como também possui um significado global."
O ex-premiê francês, Jean-Pierre Raffarin, é da mesma opinião que Li Keqiang. Ele revelou em seu discurso que a parceria estratégica entre a China e Europa progrediu enormemente. Ele disse:
"A China e a Europa possuem pontos de vista semelhantes em uma série de questões e se dedicam à construção de um mundo multipolar e pacífico com base na legitimidade da ONU. A China e a Europa devem estabelecer relações com base no respeito mútuo, amizade e ajuda mútua."
A China e a Europa são economias importantes no mundo e o PIB de ambas ocupa um terço do PIB mundial. Os dois lados têm grande potencial nas cooperações. Diante dos diversos desafios no mundo atual, o aprofundamento das relações sino-europeias e a busca por benefícios recíprocos se tornaram um tema comum para China e Europa. Quanto a isso, Li Keqiang formulou três propostas.
"Primeiro, devemos enfrentar conjuntamente os desafios e promover a revitalização econômica do mundo. Segundo, aprofundamos cooperações pragmáticas e concretizamos benefícios recíprocos. Terceiro, aumentamos o equilíbrio e a confiança mútua para estabelecer a harmonia."
Li ainda reforçou que as partes chinesa e europeia devem tratar das relações bilaterais como algo a ser alcançado a longo prazo, aprofundando a confiança mútua estratégica, buscando ampliar os interesses comuns e tratando adequadamente das preocupações e divergências com o fim de promover o desenvolvimento de tal relacionamento.
O chefe da delegação da União Européia e participante do seminário, Serge Abou, disse que para superar as divergências, ambas as partes devem fazer contatos sinceros. Quanto a isso, Abou está confiante.
"Devemos aumentar as cooperações mútuas. O ritmo do desenvolvimento da China ainda é muito forte e promoverá também a prosperidade da Europa. Portanto, as relações devem continuar a ser desenvolvidas. Devemos continuar construindo conjuntamente o nosso futuro com paciência e concentração."
Mais de 150 representantes chineses e estrangeiros representantes dos principais países europeus participaram do seminário.




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